São João suspende atendimento via Ipsemg

 

 

Da Redação   

O Complexo de Saúde São João de Deus emitiu um comunicado nesta quarta-feira, 5, informando que o atendimento pelo Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais (Ipsemg) está suspenso por tempo indeterminado. O Governo de Minas deve à Instituição R$ 3.201.969,14 referentes aos repasses de agosto a março de 2018.  

De acordo com o São João de Deus, estão suspensos todos os atendimentos, inclusive os de urgência e emergência. O hospital informou ainda que pacientes internados pelo convênio continuarão recebendo assistências até suas altas hospitalares.  

— Já os demais usuários que necessitarem de atendimento pelo Ipsemg deverão procurar outra instituição, uma vez que o mesmo estará suspenso por tempo indeterminado – afirma.  

O hospital alegou ainda que “a decisão pela suspensão dos serviços teve que ser tomada, pois, após diversas tentativas frustradas de negociação, entendeu que esse atraso tem comprometido de forma significativa a recuperação econômico-financeira da instituição.  

Agora já havia adiantado a situação no dia 3 de julho. Em um primeiro momento o Complexo de Saúde suspendeu as consultas de pronto atendimento, classificadas como verde e azul, do Protocolo de Manchester. Também foram suspensos os procedimentos eletivos do convênio. Na época, a dívida do Estado com o hospital era de R$ 1.645.707,25. Nenhum outro hospital da cidade faz atendimento pelo Ipsemg.  

 Posicionamentos   

Em julho a assessoria de imprensa do convênio informou que o Ipsemg estava honrado os compromissos com fornecedores e prestadores de serviço à medida da disponibilidade financeira.  

O instituto reforçou ainda que o Estado passava por uma grave crise, que inclusive levou o governo a decretar situação de calamidade financeira com aprovação da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).  

O convênio disse também que mantinha diálogo com os credenciados em busca de proposta para a continuidade dos atendimentos. 

Procurada ontem pelo Agora, a Secretaria de Estado de Fazenda não respondeu sobre o caso até o fechamento desta reportagem, às 17h.  

 

 

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