São João de Deus esclarece denúncias de vereadores

Comissão de Saúde esteve na unidade e afirma ter constatado deficiência na estrutura física e superlotação

Da Redação

O Complexo de Saúde São João de Deus divulgou nota na tarde quinta-feira, 4, esclarecendo denúncias feitas por vereadores, após visita de fiscalização nesta quarta-feira, 3, desta ao hospital.

A Comissão de Saúde que é formada composta pelos vereadores, Zé Braz, Israel Mendonça e Lohanna França, revela que Durante a visita, foi constatada a lotação em praticamente em todos os setores e também deficiência física na estrutura do complexo.  

Na reunião desta quinta na Câmara, os vereadores usaram suas falas para criticar a situação da unidade de saúde. Eles também voltaram bater no atraso e não realização de cirurgias eletivas e as de urgência, esta que teria 130 pacientes na fila de espera.

Nota

 Ao responder por meio de nota, a direção do hospital explicou que sobre as reformas estruturais em na instituição esclarece que foi enviado um ofício destinado o secretário de Saúde de Divinópolis, Alan Rodrigo da Silva, no dia 21 de janeiro de 2021, informando acerca da necessidade da promoção de diversas melhorias estruturais nos setores voltados ao atendimento de pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). No documento, está em destaque “precisamos reformar os leitos destinados ao SUS, uma vez que a estrutura está sem condições sanitárias de funcionamento devido à idade da mesma”. Foi informado ao secretário, segundo a nota, que será necessário o fechamento de oito leitos clínicos, inicialmente, no setor 4, o que totaliza dois quartos.

— Embora não obtivéssemos retorno desde ofício até o presente momento, o Complexo de Saúde já deu início no dia 1º de fevereiro, às reformas dos quartos em setores que não demandam fechamento de leitos, a saber na Maternidade e Pediatria, uma vez que a ocupação destes setores é sazonal, assim como o setor de isolamento voltado ao SUS que também já recebeu as melhorias, como evidenciado também no trecho do ofício encaminhado ao secretário. A modernização São dois quartos a cada trinta dias, com prazo estimado de entrega seis meses de todo o setor, tendo em vista ser o setor 4 composto por 13 quartos — explica a nota.

 

 Ainda sobre as reformas dos quartos voltados ao atendimento de pacientes do SUS, a nota ressalta que não se realizar a reforma de mais que dois quartos por vez (de oito em oito leitos), devido ao risco de desassistência à população, tendo em vista que os espaços devem permanecer totalmente interditados.

         Sobre a realização das cirurgias eletivas e da fila de espera para internação no complexo, a nota explica que como já é do conhecimento de todos, estes procedimentos estão suspensos desde o ano passado, com exceção das cirurgias oncológicas, neurológicas e cardiológicas, das quais o Complexo de Saúde segue realizando mesmo diante do decreto que também as suspenderam.

 Assistência

— É importante ressaltar que o CSSJD, mesmo com as cirurgias eletivas suspensas pelo Estado, continua prestando assistência integral à população, evidenciando uma ocupação de 100% ou até mais de seus leitos disponíveis todos os dias. Para fins demonstrativos, de acordo com o contrato que o Complexo de Saúde São João de Deus possui vigente com o Município de Divinópolis, 75% dos atendimentos realizados pela instituição deveriam de ser de urgência e os demais 25% eletivas. Entretanto, atualmente estamos praticando 93% dos atendimentos de urgência. Como o CSSJD não regula o tipo de paciente, fica sob a responsabilidade do Samu e do SUS Fácil os pacientes de urgência e na responsabilidade do Município a regulação das eletivas. Sendo assim, enquanto não são liberadas as cirurgias eletivas, o CSSJD seguirá provocando reuniões com os entes envolvidos para discutir como será o fluxo de regulação de pacientes, uma vez que caso seja mantida efetivamente essa quantidade de demandas de urgências, muito em breve não haverá espaço na instituição para a realização das cirurgias — prossegue a nota.

100% de ocupação

         Por fim, a direção do hospital diz serlastimável e constrangedor para um prestador de serviços como o Complexo de Saúde São João de Deus, maior instituição de saúde da região Centro-Oeste de Minas, responsável por mais de 800 mil atendimentos por ano, que mantém uma ocupação de 100% ou até mais, que muitas das vezes não tem espaço sequer para realizar as cirurgias de urgências para ele demandadas, que destina pacientes cirúrgicos para a Sala Vermelha, levar injustamente o ônus do acúmulo de uma fila de cirurgias eletivas.

— Consideramos esta atitude incorreta com nossa instituição, a única prestadora de serviços pelo SUS em Divinópolis e que não é a responsável por regular estes pacientes — encerra a nota

A resposta

 Por sua vez, a Comissão de Saúde da Câmara declarou que afinalidade da visita ao hospital foi para fiscalizar como estão sendo feitos os atendimentos e a ocupação dos leitos de internações SUS. 

A comissão diz que encaminhará à superintendente do complexo, Elis Regina, orientações pertinentes a melhoras do espaço a fim de que os pacientes tenham um atendimento digno e humanizado.

Por fim, o grupo da Câmara disse que se reunirá no início de abril com o secretário de Saúde, Alan Rodrigo, com a diretora da Urgência e Emergência da UPA, Cristiane Silva, com o coordenador da Central Estadual de Regulação da Macro Oeste, Cláudio Fernandes, com a diretora da Atenção Secundária, Cíntia Soares e com a  com Elis Regina, com o intuito de solucionar as demandas reprimidas da UPA.

 

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