São João de Deus contesta afirmação sobre leitos vazios feita por vereadora

Da Redação

Após o Agora informar que a Comissão de Saúde da Câmara de Divinópolis pediu à Prefeitura que fiscalize os leitos do Sistema Único de Saúde (SUS) no Complexo de Saúde São João de Deus (CSSJD) após a vereadora Janete Aparecida (PSD) afirmar que mesmo com uma grande quantidade de pacientes na fila para internação viu camas vazias durante uma visita, o hospital contestou as informações em nota de repúdio publicada na edição impressa desta sexta-feira, 13.

Segundo o hospital, o objetivo foi explicar que cenários vivenciados diariamente pela instituição às vezes são camuflados por pessoas que não têm conhecimento da gestão hospitalar e estão “incomodados com a evolução do Complexo de Saúde São João de Deus ou que por algum motivo querem denegrir a nossa imagem”.

— No dia 6 de junho pela manhã e no dia 25 do mesmo mês, pela tarde, a vereadora Janete Aparecida esteve em visita no Complexo de Saúde São João de Deus. Mais precisamente na Pediatria, UTI NeoPediátrica e setores 4 e 6 de internação, respectivamente. Na oportunidade foram apresentados a estrutura hospitalar e os números de pacientes que estavam em cirurgia e na UTI Adulto e precisavam ser transferidas para os setores de internação, pois estavam de alta na Unidade de Terapia Intensiva, motivo em que relatou na matéria que “encontrou leitos vazios”. Ou seja: os leitos vazios estavam à espera de pacientes que necessitam do mesmo após a conclusão das cirurgias e/ou vaga nos leitos dos setores, após alta da UTI Adulto — declara.

A nota segue acrescentando que a assistência à população pelo SUS está garantida. Exibe as metas pactuadas no Plano Operativo Anual (POA) e acrescenta que avaliação de resultados emitida pela Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) referente ao período de maio a agosto de 2017 mostra que o CSSJD ficou acima da meta definida para todas as avaliações de média complexidade.

— Importante ressaltar que a disponibilidade de leitos leva em consideração as cirurgias agendadas e de urgência, as altas das UTIs Adulto e NeoPediátrico, da Sala Vermelha e, somente após toda essa logística é que os leitos serão dados à regulação externa. Em seguida, a regulação assistencial interna aguarda o retorno de quais os pacientes ocuparão aquelas vagas. Ou seja, o São João de Deus não tem conhecimento de quem são esses pacientes e conforme premissas do SUS, não tem autonomia para escolher os casos que são encaminhados pela regulação assistencial estadual — pontua.

Veja a íntegra da nota de repúdio publicada

 

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