Santa Casa de Formiga tem dívida de mais de R$ 24 milhões

 

Da Redação

A Santa Casa de Misericórdia de Formiga deixará a gestão da Unidade de Pronto Atendimento Padre Roberto (UPA 24H) no dia 29 de setembro, e sua situação financeira é preocupante. De acordo com a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), a instituição tem uma dívida de mais de R$ 24 milhões, com funcionários e fornecedores. O débito da Santa Casa, que administra a UPA desde a sua inauguração, em 2014, será, inclusive, tema de uma audiência pública na Assembleia Legislativa hoje.

O hospital é o único da microrregião que oferece serviços médicos de média complexidade, com atendimento em mais de 30 especialidades. São recebidos pacientes dos oito municípios: Formiga, Arcos, Camacho, Córrego Fundo, Itapecerica, Pains, Pedra do Indaiá e Pimenta. O estabelecimento conta com centros cirúrgicos e de imagens, maternidade, Unidades de Terapia Intensiva (UTI’s) neonatal e adulto, e pronto atendimento. Entre os serviços oferecidos, estão exames de hemodinâmica, raios-X, ressonância magnética, tomografia computadorizada e ultrassonografia.

De acordo com o Poder Legislativo Estadual, em fevereiro do ano passado, a dívida da Santa Casa era de aproximadamente R$ 27 milhões. Esse valor incluía débitos de impostos e com fornecedores, médicos, instituições financeiras e a Cemig. Por causa da dívida, a instituição enfrentou dificuldades para o pagamento de salários de funcionários e médicos, e no abastecimento de suprimentos assistenciais, entre outros problemas.

Segundo a ALMG, a administração conseguiu quitar, ao longo de 2018, R$ 3,6 milhões em débitos com fornecedores estratégicos e instituições financeiras, para que o hospital continuasse funcionando.

Crise na UPA

No fim de 2017, a UPA enfrentou sua primeira grave crise, e os médicos chegaram a fazer greve por causa dos salários atrasados. O deputado federal Domingos Sávio (PSDB) viabilizou, na época, uma emenda de R$ 1 milhão, que possibilitou o pagamento das remunerações dos médicos e enfermeiros.

Em janeiro de 2018, parte dos médicos continuava com os salários atrasados. Na época, a Prefeitura informou, em nota, que a remuneração dos médicos que eram de sua responsabilidade havia sido quitada no dia 12. A situação se repetiu em novembro do ano passado e, desta vez, uma emenda de R$ 1 milhão, do então deputado federal Jaime Martins (Pros), evitou que a operação “Tartaruga” deflagrada pelos profissionais, que pertenciam à Santa Casa de Formiga, se estendesse por mais dias.

Prefeitura

A Prefeitura informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que repassa mensalmente cerca de R$ 1,6 milhão à Santa Casa. O repasse é referente à administração da UPA. A Prefeitura reforçou, ainda, que o contrato se encerra com a instituição dentro do prazo determinado, e que não tem relação com a dívida.

O Poder Executivo esclareceu, também, que a Santa Casa não se interessou em participar do processo licitatório que irá escolher a nova gestora da UPA, e ocorrerá no dia 8 de julho.

 

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