Samu e Corpo de Bombeiros simulam resgate

Da Redação

Uma equipe médica esteve ontem, 24, no Parque de Exposições para realizar uma simulação de um resgate aéreo. A ação faz parte de um acordo firmado entre o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e o Batalhão de Operações Aéreas (BOA), do Corpo de Bombeiros. No local, foi demonstrado como um paciente é levado da ambulância do Samu para a aeronave e transferido do local.

O convênio foi assinado no fim do ano passado e, desde então, as equipes passam por treinamento. Com o novo serviço oferecido pelos dois órgãos, a expectativa é de melhora no atendimento, tornando os resgates mais ágeis.

Benéfico 

O convênio entre Samu e BOA é visto como benéfico para as duas partes. Segundo as autoridades presentes no local da simulação, o Batalhão de Operações Aéreas estava com aeronaves e pilotos parados por falta de equipes médicas. O treinamento de funcionários permitiu a reativação desses veículos.

O Consórcio Intermunicipal de Saúde da Região Ampliada Oeste para o Gerenciamento dos Serviços de Urgência e Emergência (Cis-Urg) é responsável pela administração do Samu na região Oeste de Minas e conta com 54 cidades conveniadas. O presidente do Consórcio e prefeito de Carmo do Cajuru, Edson Vilela, enfatizou a importância do acordo para os municípios

—Tenho certeza de que é um momento muito importante para a nossa região, para o nosso Cis-Urg, nosso Samu, em que agregamos um convênio celebrado com o Corpo de Bombeiros de Minas Gerais. A gente passa a ter um suporte aéreo para atender a nossa população destes 54 municípios, que fazem parte do nosso consórcio. Então, abrimos essa sessão solene para que possamos oficialmente entregar esse serviço a toda população aqui da nossa região — afirmou Edson, no início da demonstração.

O presidente do Consórcio ainda destacou a expectativa de salvar mais vidas com o novo auxílio.

— E tenho certeza que essas ações ajudarão a cada vez mais a salvar as vidas daquelas pessoas que precisarem da ajuda do samu precisarem do suporte aéreo a partir de agora.

Na apresentação no Parque de Exposições ontem, o diretor executivo do Cis-Urg, José Márcio Zanardi, também falou sobre a relevância do convênio para a região.

— Com o helicóptero a gente ganha tempo, tanto com as transferências inter-hospitalares quanto também no atendimento pré-hospitalar. Nossas equipes passaram a ajudar na assistência, havia helicópteros parados por falta de equipe médica e a equipe de enfermagem. Nós estamos dando um plantão uma vez por semana lá em Belo Horizonte. Então a aeronave se desloca até aqui, pega nossa equipe, faz o atendimento ao nosso paciente e, com maior agilidade e maior tranquilidade, transferimos esse paciente ou fazemos o atendimento da melhor forma possível e dando tempo, e tempo é vida, quando se trata de urgência — disse Zanardi.

Primeiro caso

O primeiro caso atendido pelas duas entidades já deu sinais de como o serviço pode ser importante, principalmente em situações em que o tempo é crucial. Durante o primeiro caso, o tempo de transporte do paciente caiu de seis para duas horas.

Segundo informações do Cis-Urg, um avião com dois tripulantes da equipe do BOA saiu de Belo Horizonte e pousou no Aeroporto Brigadeiro Cabral, em Divinópolis para buscar um enfermeiro e um médico da equipe do Samu. O avião seguiu até o aeroporto de Campo Belo, onde uma equipe do Samu transportou o paciente até o local. O trajeto continuou até o Aeroporto da Pampulha, fazendo a troca do avião por um helicóptero, indo até o Hospital João XXIII.

O convênio tem como objetivo principal o tempo, propiciando um prazo de resposta mais rápido, além de transportar os pacientes aos locais adequados com maior segurança e fugindo do tráfego das rodovias.

Treinamento

O convênio do Samu com o BOA foi firmado no dia 21 de dezembro. Na época, o Cis-Urg informou a necessidade de ativar uma aeronave parada.

— Considerando a necessidade de uma segunda equipe para tripular uma aeronave que está à disposição no Batalhão e está ficando subutilizada, esse convênio visa a aumentar a integração e parceria entre o Cis-Urg e o Corpo de Bombeiros, pois equipes do Samu vão apoiar a tripulação da aeronave em plantões no BOA, em Belo Horizonte, dando mais eficiência ao serviço — afirmou o convênio em nota.

O diretor executivo do Cis-Urg, José Márcio Zanardi, explicou sobre o treinamento das equipes como forma de preservação dos veículos.

— São passadas instruções teóricas de direção defensiva, bem como a questão do uso adequado do veículo para ter mais economicidade e o veículo ter também mais durabilidade. Diminuíram também nossos gastos com manutenção com o veículo, que são um gasto muito grande. Nossas 31 ambulâncias rodam, em média, dez mil quilômetros por mês cada uma. Com isso, a gente tende a reduzir o custo de manutenção porque uma boa condução do veículo com certeza vai diminuir o gasto de combustível, bem como as peças de manutenção.

Despesas

 Sobre possíveis gastos, o diretor afirmou que o convênio não tem gerado nenhuma despesa extra.

— Nós estamos com nossas equipes mesmo, não contratamos mais ninguém, bem como eles já tinham as aeronaves disponíveis e o piloto da aeronave disponível lá. Ouvimos o apelo do BOA, do pessoal do Corpo de Bombeiros  e nossas equipes foram treinadas  e capacitadas, faltando agora só uma fase final de treinamento para ajudar a tripular essas aeronaves e participar dos atendimentos — explicou.

Ainda segundo José Márcio, após a assinatura do contrato, cerca de 11 atendimentos já foram realizados por meio da parceria.

Divulgação

O tenente coronel Alexandre Gomes Rodrigues esteve presente no local representando o Corpo de Bombeiros e destacou a importância dos municípios participantes do consórcio estarem cientes dessa nova parceria, para que eles sejam acionados. Segundo o tenente coronel, às vezes, o transporte do paciente para um hospital poderia ser feito de maneira mais confortável, com rapidez e segurança, dando-o uma sobrevida, se feito pela aeronave. Porém, por desconhecerem esse serviço, o BOA acaba não sendo chamado.

— Muitas vezes sai uma ambulância lá de Serra da Saudade, quando poderia simplesmente uma aeronave ir lá buscar os pacientes graves ou transportar para uma pista de pouso mais próxima que traria para cá [Divinópolis], para Belo Horizonte ou para qualquer outro lugar do Estado, ou muitas vezes até fora do estado.

Sobre essa questão, José Márcio ainda afirmou que durante a próxima reunião comitê gestor, uma das pautas será explicar aos representantes dos municípios como os formulários devem ser preenchidos e em quais situações o novo serviço deve ser acionado.

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