Sampaoli foi o nome do jogo

José Carlos de Oliveira

Com menos posse de bola que o rubro-negro carioca e jogando nos erros do seu adversário, e com a marcação sob pressão o campo todo. Foi assim o Atlético de Jorge Sampaoli no clássico de domingo, que abriu o Campeonato Brasileiro para Flamengo e Galo. A grande verdade da partida foi que o técnico argentino deu um nó tático no espanhol Domènec Torrent, e conseguiu anular as principais armas de ataque da equipe carioca. Bem marcados, Arrascaeta e Everton Ribeiro foram figuras decorativas em campo.

Mudanças

Parabéns para Sampaoli, que mostrou todas suas armas ao mudar seu esquema com o jogo em andamento, e deixou bem claro que o Galo neste ano não será mero coadjuvante. 

Chega para brigar pelas primeiras colocações. Se vai ser campeão ou não já são outros quinhentos, ainda faltam mais 37 rodadas, mas pela impressão que o time deixou na partida do fim de semana é motivo mais do que suficiente para a Massa alvinegra sonhar mais alto este ano.

Fim do jejum

Se não gastou todo o repertório no jogo de estreia do Brasileirão, o Galo tem tudo para escrever uma bonita história no segundo semestre de 2020 e enfim quebrar um longo jejum na competição nacional, conquistando um título sonhado há quase cinquenta anos pela sua torcida, repetindo um feito que só conseguiu no século passado, em 1971, sob o comando do saudoso Telê Santana.

A falta que um treinador faz

E já na partida de domingo contra o Galo, a nação rubro-negra teve uma pequena amostra de que o time não terá vida fácil no Brasileirão 2020, e vai sentir muita falta de Jorge Jesus, que conquistou tudo no comando do Urubu. E no caso específico do Flamengo fica bem claro que não se deve mexer em time que está ganhando.

No ano passado, jogadores e treinador tinham um casamento feliz, e a mudança agora de estilo de jogo não será uma boa para ninguém. Mesmo com todas suas estrelas em campo, o Flamengo de Domènec Torrent jamais terá o brilho mostrado sob o comando de JJ, e isto ficou bem claro no duelo do fim de semana.

Perdido

O treinador espanhol está mais perdido que cego em tiroteio e as mudanças que fez no time – tirando de campo os únicos atletas em condições de criar alguma jogada ou tirar um "coelho da cartola" – deixaram claro que ele terá primeiro que conhecer o elenco que tem em mãos, para então sonhar em fazer um bom trabalho.

Só acho difícil que ele venha a conseguir esta proeza com o campeonato em andamento, com dois jogos por semana e sem tempo para treinar. É, está difícil. Será um trabalho para gigante e não acho que o espanhol seja algum super herói ou mágico, que tenha algum coelho na cartola para fazer milagres.

MANGUEIRAS BRASIL

Poder de reação azul

Ufa! Foi por muito pouco. Quando a China Azul sonhava com uma vitória tranquila na partida de estreia da Raposa na Série B, o que se viu em campo foi algo que já era esperado por alguns. Esta série B deve ser "carne de pescoço" da primeira à última rodada. Serão mais 37 jogos que deixarão a torcida azul com o coração nas mãos.

No sufoco

Já no duelo de estreia a torcida teve uma pequena amostra do que está por vir. Quando tudo fazia parecer que o confronto caminhava para o 1 a 0 no placar, a equipe estrelada tomou um gol faltando cinco minutos para o apito final, fora a prorrogação, levando a torcida a prever o pior. Mas a agonia durou pouco e já no ataque seguinte veio o gol salvador com Jean. Para alegria da nação estrelada, o time não se abateu e mostrou um rápido poder de reação.

Ainda bem!

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