Saída estratégica

Deixar de participar da corrida eleitoral, onde uma vaga de deputado é disputadíssima, para, em troca, ser “o cara” da campanha de Jair Bolsonaro na região, com reflexo em todo o estado, foi o melhor negócio que Fernando Malta (PSL) poderia ter feito. É simples a conclusão: quatro ou cinco vereadores acham que ganham uma eleição de deputado até com certa facilidade, como é o caso de Cleitinho (PPS), um dos vereadores e políticos mais populares em Divinópolis no momento.

Mas não é bem assim

Com todas as possibilidades de fraudes em urnas eletrônicas, conseguir mais de 30 mil votos nesta cidade, para onde convergem pessoas da maioria das cidades de Minas, e que trazem com elas os seus “bons candidatos”, é uma tarefa hercúlea. O vereador está bem nas redes sociais, de onde conseguiu 3.023 votos. Com a saída de Fabiano Tolentino (PPS) para uma tentativa à Câmara Federal, abre-se uma brecha interessante. Daí que aparecerão vários candidatos daqui e alguns de fora, tentando garimpar votos.

Em dois anos, tem mais

Nos últimos meses, Malta consolidou o seu nome e se mostrou para o eleitor como um nome suficientemente bom para uma disputa a deputado. Por que não pensar o mesmo para prefeito, numa disputa em que poucos nomes interessantes estarão na jogada? Neste momento, não se pensa na possibilidade de uma recandidatura de Galileu Machado (MDB), que já estaria beirando 90 anos em 2020.

Difícil pensar...

...numa candidatura de Jaiminho (Pros), Domingos Sávio (PSDB) ou Tolentino (PPS), pois Divinópolis precisa dos três em Brasília, deixando a briga paroquial para quem está “na lida” por aqui. Mas, se um dos três não for eleito nem estiver em algum cargo político de efeito como secretário estadual ou ministro, provavelmente participarão da corrida local. Suposições à parte, a cidade ganhou com esta nova Câmara, bons nomes para o futuro e Fernando Malta, mesmo não tendo entrado na disputa, terá tempo suficiente para firmar seu nome e se apresentar para a sucessão do atual prefeito. Mas isto, somente quem viver, verá.

E quando se fala...

...em candidatos, não se pode esquecer o nome de Bruce Martins (Podemos), que colocou o seu nome para concorrer a uma cadeira na Câmara Federal. Somente continuará candidato se Jaiminho for mesmo o vice de Marcio Lacerda ou se lançar ao Senado. Como a política e os políticos são cheios de malícia, tudo pode acontecer, inclusive Jaiminho voltando a ser candidato a federal e colocando o filho para estadual, já que as possibilidades são grandes com a saída de Fabiano Tolentino e a dobradinha que poderá ser feita nas cidades onde Jaiminho é majoritário.

Mas o pior de tudo...

...é o agravamento da crise financeira em Minas Gerais. Quando o São João de Deus cessou o atendimento aos funcionários públicos do estado, tudo ficou mais difícil para os professores e algumas centenas de funcionários públicos, aí incluída a Polícia Civil e provavelmente até a Polícia Militar. A apreensão é muito grande, porque primeiro o governador Pimentel (PT) dividiu o pagamento; em seguida, pegou todo o dinheiro da Caixa de Pecúlio da PM, que é a responsável pelo pagamento das viúvas do militares; em seguida, deixou de pagar aos laboratórios os remédios básicos que eram cedidos aos policiais, fazendo com que estes procurassem a “farmacinha” municipal, onde não existe quase nenhum medicamento. Neste barco está entrando água...

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