Safra recorde de grãos mantém preços estáveis

Boa nova deste ano vem com a boa produção do algodão e milho

Jorge Guimarães

No meio do ano a projeção da safra de cereais estava estimada em fechar 2019 em 236 milhões de toneladas, de acordo com levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Só que na última segunda-feira, 21, o mesmo instituto refez as contas e o país vai colher 240,7 milhões de tonelada de grãos, segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA). É o maior resultado da série histórica iniciada em 1975. Trata-se de um volume 6,3% maior que o da safra de 2018 e 1% acima do recorde de 2017, que chegou a 238,4 milhões de toneladas. Além disso, são esperados recordes para duas culturas importantes: o milho, que deve chegar a 100,2 milhões de toneladas, e o algodão, com 6,9 milhões de toneladas, uma alta de 39% em relação a 2018.

Preços

Com a nova supersafra sendo colhida, o consumidor deve ter preços estáveis em relação à dupla preferida na hora das refeições, o arroz com feijão. Os dois já deram muita dor de cabeça para os consumidores durante altas exorbitantes de 2016, quando o custo do feijão bateu a casa dos R$ 16 o quilo. Hoje, nas gôndolas dos supermercados, já é possível achar o feijão carioquinha, o mais usado tradicionalmente, com preços que variam entre R$1,59 e R$ 4,99, conforme a marca e qualidade. Já o pacote de cinco quilos do arroz agulhinha tipo 1, também o mais comercializado, varia de R$ 9,99 a R$ 17,98, ainda segundo marca e referência.

PF

Assim, com a batata e cebola sendo comercializadas a R$ 2,99, o tomate a R$ a R$ 3,99, o alface a R$ 2,39, a dúzia do ovo a R$ 4,99 e a carne de primeira, em promoção, beirando os R$ 18,00, o tradicional Prato Feito (PF) fica mais em conta na hora das refeições fora de casa.

— Aqui no estabelecimento, no quesito carne, nós temos varias opções no dia a dia, pois assim dá para manter o preço sem aumento. Um dia usamos frango, outro linguiça, com a qual fazemos o tradicional kaol, fígado de boi e até mesmo o pernil, além do tradicional contra-filé. Assim, o prato vai com o tradicional arroz com feijão, uma verdura, batata e a carne variando a cada dia— explicou o gerente no ramo de alimentação, Paulo Roberto.

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