Roupa-objeto

BLOCO DE MODA

Wagner Penna

ROUPA-OBJETO

Podem um modelito de chapéu “abat-jour” ambulante e uma cascata de rolinhos de cabelos cobrindo o corpo serem considerados alta-costura? No entendimento do estilista americano Kerby Jean-Raymond, sim. E foi o que ele fez na sua estreia como convidado oficial da Semana de Alta-Costura de Paris – o primeiro negro a desfilar ali. Outros designers de descendência afro já desfilaram por lá, mas na categoria do “prêt-à-porter” ou de moda masculina.

Dono da marca Pyer Moss, foi com ela que se destacou na cena fashion dos Estados Unidos, onde iniciou sua carreira em 2013. Sua apresentação para o outono-inverno 22 teve todos os requintes que a alta-costura pede, mas foi no inusitado que ele chamou a atenção da mídia. E esse aspecto esteve tanto nas roupas-objeto quanto na mensagem política em favor da maior diversidade e denúncias de injustiças sociais ao longo da história de seu país.

Embora não seja o primeiro a fazer isso (a Moschino faz isso há anos), os aplausos foram imediatos e sua estreia no restrito clube da “haute-couture” considerada inovadora e criativa.

 

VAIVÉM

  • A feira BH-à-Porter (que acontece em Beagá entre 2 e 6 de agosto) promete sucesso. Além de ser o primeiro evento fashion de peso a ser realizado na capital desde março de 2020, também vai mostrar as grifes-âncora que resistiram à pandemia e continuam no mercado. Cerca de 76 nomes. E ainda tem um Salão de Negócios, no hotel Hilton Savassi, com um grupo mostrando coleções especiais. O evento é dirigido aos lojistas.

 

  • O setor de calçados anda mesmo em polvorosa. Além do intenso movimento de compras realizadas por grandes grupos (caso da Arezzo e da Melissa), as empresas de menor porte também se movimentaram. É o caso da mineira Constança – que instalou um megacentro de distribuição no vizinho estado do Espírito Santo.

 

  • PONTO FINAL: O Natal da moda agora é em maio. A frase foi dita por um empresário do setor, depois de fazer as contas de quanto havia vendido para o Dias das Mães e o quanto conseguiu com as vendas natalinas no ano passado. O amor pelas mães ganhou de longe do velhinho, cansado pela pandemia. Com as perspectivas de uma nova onda do vírus chegando por aí (por causa da cepa Delta), o feito pode ser repetido em 2022. Que Deus nos ajude!

 

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