Ritmo da vida

A Filosofia à maneira Clássica nos ensina que mais do que nos preocuparmos coma as perguntas que temos, seria importante observarmos as respostas que a natureza nos oferece todos os dias. E esta atitude vai trazer consigo a humildade necessária para reconhecer e valorizar o que está em nossa volta. Às vezes são as oportunidades e principalmente pessoas que estão inseridas em nossas vidas, muitas vezes por karma e não somente por escolhas, que serão àquelas que nos tocaram viver neste momento evolutivo que nos encontramos.

Por isto também, devemos evitar todo tipo de formalismos superficial que esteja desprovido de sinceridade e vida interior. O mais importante que podemos conquistar é nossa própria autenticidade, que será nossa capacidade de sermos exatamente o que somos. A investigação interior que cada um possa desenvolver será fruto de uma sincera busca por conhecermos a nós mesmo, que não se deve confundir com nenhum impulso emocional ou mental.

Outra boa conduta que devemos inserir em nossas vidas é a sadia competição conosco mesmo, àquela que busca sempre o melhor que podemos ser. É o ser melhor hoje do que ontem e nunca cair numa comparação com os demais, desta comparação surgirá à crítica que é um vício de nossa mente. Devemos aplicar sempre uma sincera diplomacia para falar sempre a verdade e ao mesmo tempo algo que seja justo para àquele que ouve.

A vida nos possibilitará sempre aprender, em aplicarmos a paciência necessária para suportarmos os momentos difíceis e seguirmos crescendo, e isto nos exigirá a virtude da atenção e disciplina. Quando falta disciplina correremos o grande risco de perdermos tudo o que conquistamos até agora. Ao perdemos disciplinas, perderemos também o ritmo que é o poder para realizarmos as coisas. O ritmo permite que cada coisa esteja no seu devido lugar, e que sejam feitas no momento certo. Portanto, devemos encontrar o ritmo da nossa própria vida, para respeitarmos as mudanças e adaptações próprias do destino. 

Não podemos forçar ninguém a fazer nada, um pássaro que nasceu para voar e você o prende, na verdade você deixará este pássaro triste, mas ele sempre guardará a sua verdadeira alegria que é a de voar. Ele não perderá quaisquer oportunidades de viver o seu destino.       

Do mesmo modo o encontrar a nossa vocação é o mesmo que encontrar o nosso Ritmo Natural. Mas para encontrarmos nossa vocação, precisaremos da nossa vontade que é de natureza sempre Divina. Enquanto o nosso desejo quer a nossa vontade realiza.

Divinópolis, 20 de Dezembro de 2018. 

Professor e Filósofo à maneira clássica
Elismar José Alves
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