Riscos Virtuais



BLOCO DE MODA

Wagner Penna 

 

RISCOS VIRTUAIS

 

 Como toda rosa tem também seus espinhos, o festejado e-commerce mostrou de maneira dramática seu lado venenoso. O fato mais relevante ocorreu com a Renner, que sofreu a invasão dos hackers no sistema de vendas on-line da empresa. Mas isso colocou todo o circuito fashion que trabalha no assunto em polvorosa. Afinal, nem todos têm esse poder de fogo para enfrentar os piratas eletrônicos do setor. A rede de lojas já superou o problema, investindo alto para isso. 

 Mas, diante desse fato, o quadro do e-commerce da moda mudou bastante. Pelo menos nas pequenas e médias empresas do setor, o disse-me-disse informa que muitas já estão pensando em diminuir suas apostas no virtual, deixando-o apenas como complemento do físico. Traduzindo: melhor consolidar o varejo real do contato direto com o cliente e minimizar o virtual.

 

VAIVÉM

 

  • Uma das coleções mais bacanas lançadas na temporada atual é da marca mineira Fátima Scofield – feito em clima de alta-costura e um certo toque dos anos 1950. A inspiração do estilista Daniel Corrêa resultou em vestidos longos em camadas de tule (uma referência ao Dior daquele período), mas também a modernidade das assimetrias e muita, mas muita elegância mesmo. Chique, glamouroso e resgatando o luxo que se renova quando as esperanças começam a renascer. A moda voltou!

 

  •  A onda das apresentações virtuais de coleções continua otimizando os lançamentos das marcas mineiras. A saber: quem está programando live para mostrar sua moda para o verão é a turma do Barro Preto (tradicional região de confecções em Beagá). Quem quiser pode abrir o endereço da Associação das Confecções do Barro Preto (Ascobap) ou do Sincateva, a partir do dia 4 de setembro (às 19h) e assistir às novidades.

 

  •  PONTO FINAL: Depois de meses com notícias negativas, o varejo cresceu quase 5% no primeiro semestre deste ano. O mais interessante é que o setor de moda e calçados foi mais além e cresceu mais de 12%. Isso quer dizer que assim que a coisa melhorou um pouco, as consumidoras correram para as lojas comprar seu vestido, sapato ou bolsa. Ninguém aguentava mais pijamas e pantufas. Melhor para a indústria de moda, que é um dos pilares da economia de Minas.
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