Risco

Preto no Branco

Risco 

A Prefeitura de Divinópolis demorou cerca de sete horas para elaborar uma nota explicativa a respeito de novas medidas restritivas em relação à macrorregião Oeste sobre os números da covid-19. E quando saiu – mais de 20h de sexta-feira –, adivinha? Não vai cumprir pelo menos parte das recomendações do Governo do Estado em um momento em que a doença volta a preocupar. Mesmo que a pontuação da microrregião tenha caído de forma considerável – o que é um alívio – os da nossa cidade não refletem. A ocupação da UPA  e dos hospitais é um exemplo disso. Aliás, o resultado divulgado pelo plano Minas Consciente na última sexta é  até confortável se analisado o de Divinópolis nas últimas duas semanas.  O Executivo tem autonomia para decidir o que acha melhor para a cidade na onda vermelha, mas uma coisa é certa: como anteriormente, corre o risco de ser acionada na Justiça pelo Estado. Isso é fato.  

Desfavoráveis

A recomendação do Comitê Extraordinário Covid-19, do Governo de Minas Gerais, decidiu que, desde o último domingo, “cinco macrorregiões do estado deverão adotar medidas ainda mais restritivas”. Além da Oeste, Triângulo do Sul, Sul, Leste do Sul e Centro Sul – que permanecem na onda vermelha – foram consideradas em cenários epidemiológico e assistencial desfavoráveis, o que aponta para um momento crítico da pandemia. Realidade constatada na cidade, como dito acima, não por culpa de quem precisa parar suas atividades, das quais necessitam para sobreviver, mas de muitos que não têm um pingo de responsabilidade e insistem em se aglomerar. Situação constante e lamentável vista na cidade, como na última sexta, quando a Vigilância Sanitária, com o apoio da Polícia Militar (PM), abordou 200 pessoas na Praça do Santuário, aglomeradas e sem máscaras. Falta de saber sobre a situação não é. Uma pena que os fiscais da Prefeitura e os militares não dão conta de estar em todos os lugares ao mesmo tempo. Fica o encargo então para a população sensata e que pensa no próximo denunciar desrespeitos como estes, numa forma de resguardar a vida, da forma que for possível. 

De fora 

A Prefeitura analisou as deliberações do Comitê Estadual, por meio do Comitê Municipal de Enfrentamento ao Coronavírus e divulgou a nova nota explicativa, porém, faz apenas poucas alterações no funcionamento de algumas atividades econômicas, deixando de fora principalmente as academias, as quais, segundo o Município, estão autorizadas a funcionar, assim como as clínicas de pilates.  Isso, mantendo todas as medidas preventivas – cá para nós, o mínimo. No entanto, não é segredo para ninguém que nem todos cumprem as regras e, além disso, boa parte dos frequentadores não segue as determinações “lá fora”, comportamento primordial para frear o vírus. Então, a pergunta é: até onde vale a pena arriscar? Isso serve para os dois lados, especialmente porque a fiscalização na cidade é deficitária.   

Os de sempre 

Conforme a determinação da Prefeitura, fica proibido o funcionamento de clubes recreativos, o uso de praças públicas e a realização de eventos de quaisquer naturezas, recomendação do Minas Consciente. Os hipermercados, supermercados, açougues e similares devem respeitar o horário de encerramento das atividades, que passa a ser até, no máximo, 20h, respeitando todos os protocolos sanitários, como funcionavam na onda roxa. Diferente do entendimento do Estado, que recomenda delivery sem entrega no balcão, por aqui, os bares ficam fechados às segundas e terças e, nos outros dias, a entrada de clientes está permitida até 22h, desde que o fechamento aconteça até as 23h. O desrespeito, conforme decreto, implicará nas sanções previstas, inclusive interdição, que pode ser imediata. Aplausos! Não poderia ser diferente. Portanto, é preciso funcionar, caso contrário, será apenas uma contribuição para a disseminação do vírus. 

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