Reunião debate empregabilidade no comércio durante a onda vermelha

Propostas como redução de jornada e salarial são analisadas por sindicato que representa o setor

 

Da Redação 

Estudar medidas capazes de garantir a manutenção dos empregos enquanto durar a pandemia.  Este foi o objetivo de uma reunião ocorrida nesta segunda-feira, 18, entre o prefeito, Gleidson Azevedo (PSC), e representantes de sindicados e entidades. O encontro foi feito a convite do chefe do Executivo, que busca, junto aos convidados, alternativas para o fechamento de lojas de diversos setores e, em consequência, a perda do emprego de dezenas de trabalhadores.

Segundo dados da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), estima-se que o comércio, serviços, bares e restaurantes sejam responsáveis por mais de 16 mil empregos diretos em Divinópolis. 

— Os sucessivos fechamentos do comércio, ocasionados pela onda vermelha, colocam em risco a manutenção desses empregos, em razão da diminuição da clientela e perda de faturamento — avaliou o representante das Abrasel, Danilo Pereira. 

Propostas

Como não existem mais medidas legais que permitam a redução da jornada de trabalho com diminuição de salário, suspensão dos contratos de emprego ou antecipação de férias, o Sindicato dos Empregados no Comércio Varejista e Atacadista de Divinópolis (Secoderco) analisou propostas elaboradas pela Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Sincomércio e Abrasel, apresentadas durante a reunião.

As sugestões são a autorização para concessão de férias proporcionais ou antecipadas com dispensa do aviso com 30 dias de antecedência e pagamento do 1/3 de férias juntamente com o 13º salário, além da redução de jornada com redução proporcional de salários.

As propostas também incluem a criação de banco de horas para aproveitamento de horas não trabalhadas durante a situação de onda vermelha em feriados ou em dias de horário especial, apenas para os empregados que receberam salário sem ter trabalhado todas as horas.

Avaliação 

As propostas foram encaminhadas para que o sindicato dos empregados avalie a possibilidade de confecção de uma convenção coletiva emergencial que estimule os empregadores a não dispensar seus funcionários durante a onda vermelha. 

Além do prefeito, participaram o secretário de Desenvolvimento Econômico, Luiz Angelo Gonçalves, o assessor jurídico CDL, Tadeu Saint Clair, o presidente do Sincomércio, Gilson Teodoro, o representante do Secoderco, Antônio Tavares, do Sindicato dos Contabilistas, Sérgio Bebiano, além de membros da Abrasel.

 

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