Reunião da Acasp debate situação da clínica São Bento Menni

Da Redação

A Associação Comunitária para Assuntos de Segurança Pública (Acasp) realizou nesta quarta-feira, 30, uma reunião especial no Centro Integral de Saúde São Bento Menni. Além da discussão de temas relacionados à segurança pública, os presentes conheceram um pouco do trabalho desenvolvido pela instituição no atendimento a pessoas com transtornos mentais.

Segundo a representante legal do Centro Integral de Saúde São Bento Menni, irmã Luzia Guadalupe da Silva, a instituição funciona como uma espécie de “UTI” na rede de atenção à saúde mental.

Ela espera uma posição das secretarias municipais de saúde de cidades da região para que o trabalho continue como referência.

— Temos como alternativa uma grande ação intermunicipal das secretarias de saúde, que (elas) pudessem colocar como referência de saúde para internação desses 53 municípios a clínica São Bento Menni. Este papel estamos fazendo há 39 anos, que completamos agora, e estamos dando uma grande resposta às necessidades dos doentes mentais e atenção as famílias, tanto ambulatorial quanto internação psiquiátrica — acrescentou.

Irmã Luzia também comentou sobre os atendimentos realizados pela instituição, inclusive os atendimentos gratuitos.

— Já estamos fazendo um bom papel aqui. Hoje nós atendemos convênios particulares, um caso ou outro realmente particular, e também fazemos 20% da nossa receita para gratuidade. Atendemos em média oito pacientes em gratuidade no intuito de fazer com que as pessoas que não tenham condições de pagar recebam tratamento — pontuou.

A representante legal acredita que, após a reunião da Acasp, podem surgir alternativas para que a clínica possa retomar os atendimentos pelo SUS e contribuir com o trabalho, que reflete direta ou indiretamente na segurança pública, como as ações de prevenção ao suicídio e situações ligadas à dependência química.

— Hoje, com a reunião da Acasp, acredito na grande força da segurança pública, com pessoas habilitadas, capacitadas em conhecer sobre a legislação e aquilo que é obrigação do Município, Estado e federação em atender pessoas com transtorno mental. Creio que desta reunião possa sair uma grande força, que faça um movimento para colocar a clínica no seu espaço de continuidade na atenção à saúde mental — explicou.

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