Representantes da Secretaria de Saúde de Divinópolis participam de consulta pública sobre reformulação do Minas Consciente

Da Redação

A Prefeitura de Divinópolis participou da consulta pública para discutir a reformulação do Minas Consciente na última quarta-feira, 22.

Foram tratadas sete questões sobre o projeto estadual. O programa pretende orientar a retomada segura das atividades econômicas nos municípios do estado. Participaram da consulta pública o secretário de Saúde do município, Amarildo Sousa, e Janice Soares, diretora da Vigilância em Saúde de Divinópolis.

— O principal ponto questionado acerca do programa foi a falta de especificação em regiões menores, como Divinópolis. Pois, é retirado o dado epidemiológico de uma macrorregião. Esse tipo de configuração acaba prejudicando municípios menores, visto que abrange uma grande área, e consequentemente causa menor especificação dos dados e diferença em relação às cidades da região selecionada — disse a Prefeitura.

De acordo com Janice Soares, a ocupação hospitalar para covid-19 em Divinópolis está em cerca de 30%.

— A partir da taxa de ocupação que o município se encontra, não há justificativa para sermos classificados na onda verde do projeto estadual. Os diálogos foram produtivos e a Matriz de Enfrentamento foi enviada para uma técnica do Colegiado de Secretários Executivos dos Consórcios Intermunicipais de Saúde de Minas. Nosso objetivo foi garantir a especificação dos dados do município em relação ao programa — conclui ela.

Minas Consciente

Após a consulta pública o governo de Minas Gerais promete lançar um novo Minas Consciente, absorvendo as sugestões. Os segmentos que hoje estão contemplados pelo plano devem ser alterados. A secretaria não descarta aglutinar as etapas da primeira fase e propor uma nova classificação ao autorizar a flexibilização dos serviços não essenciais.

Ondas

O plano Minas Consciente setoriza as atividades econômicas em quatro “ondas” (onda verde – serviços essenciais; onda branca – primeira fase; onda amarela – segunda fase; onda vermelha – terceira fase), a serem liberadas para funcionamento de forma progressiva, conforme indicadores de capacidade assistencial e de propagação da doença.

As mudanças de ondas são avaliadas semanalmente pelo Comitê Extraordinário Covid-19. Além do governador e de todo o secretariado do Executivo mineiro, o grupo, criado especialmente para monitorar o avanço da epidemia no estado, conta com representantes do Ministério Público do Trabalho, do Ministério Público de Minas Gerais, da Defensoria Pública, do Tribunal de Contas do Estado, entre outros órgãos estratégicos.

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