Registrar e apresentar a história

Welber Tonhá e Silva

Um velho ditado diz que “Quem não é visto não será lembrado”. Fato, concordo em gênero, número e grau.

O que seria de nós, historiadores, se não encontrássemos os registros escritos, fotográficos e iconográficos da história? Teríamos que nos basear no achismo, no disse me disse, na história oral, que tem sua importância, mas não pode ser a única fonte de pesquisa. 

A história da cidade de Divinópolis é riquíssima, temos mais de 200 autores com livros já publicados no decorrer dos 108 anos de sua emancipação política. Este ano, em seus 109 anos, o livro “109 Histórias Marcantes” nos apresentará 109 histórias de pessoas que, de alguma forma, foram marcantes em Divinópolis. O livro é uma continuação do “108 Histórias Marcantes”, lançado no ano passado, considerado a obra biográfica mineira mais plural, com maior participação feminina e a obra literária com a maior participação de jornalista no Brasil

Dentre as 109 pessoas do livro, que já está em pleno processo de edição, os 15 vereadores e as duas vereadoras (17 no total) participarão, e será a primeira obra biográfica com a participação de todos os vereadores de uma cidade no Brasil, cada um contando a história de alguém. A participação de autoridades políticas na produção histórico-biográfica da cidade é muito importante e rara, o livro também conta com a participação dos líderes do Executivo, Gleidson Azevedo e Janete Aparecida, e dos deputados Domingos Sávio e Cleitinho Azevedo, além de outros personagens, políticos, religiosos, sociais, culturais, empresariais e cidadãos. Aos poucos, darei mais detalhes deste livro épico.

História do santuário

A história do Santuário de Santo Antônio está sendo registrada em um lindo livro, “Franciscanos na Terra do Divino - Presença, Palavras e Ações”. Com 450 páginas, o livro contará desde a chegada dos franciscanos, a construção e muitos outros detalhes históricos que emocionarão os paroquianos. O livro, com muitas fotos (falo delas semana que vem), terá uma parte que será dedicada às pinturas de frei Handag, incluindo parte da história do frei, além de um capítulo especial dedicado a frei Bernardino.  O livro é organizado por frei Leonardo Pereira, Mauro Eustáquio Ferreira e Sheyla Nery Lunkes. O lançamento está previsto para março ou abril deste ano. 

Estou ansioso por essa leitura, acompanhada de café com queijo, o que é tradicional em Minas. Meus amigos Edinho e Sheila, da Queijjaria, já podem separar que vou buscar um bom queijo e seu café moído na hora.

Biblioteca 

A mudança da biblioteca pública Ataliba Lago é tida como certa para o Buffet Laurinda, bem ao lado do pátio da rede ferroviária. Alguns movimentos culturais da cidade se movimentam tentando ganhar algum tempo, com esperança de conseguir um lugar melhor. O secretário de Cultura, Diniz Borges, se mostrou compreensivo com essa preocupação, porém, custear um aluguel em torno de R$ 40 mil está longe das possibilidades do orçamento que a Cultura possui, principal motivo que levará à mudança. Eu, como escritor e leitor, me preocupo, talvez esperar um pouco até encontrar um local mais adequado, para o armazenamento de livros, conservação de documentos. Sem contar o barulho causado pelas manobras e o tráfego de locomotivas no entorno do local, afinal, em bibliotecas a principal norma é o silêncio. 

Leitor

O leitor Rodrigo Faria, por e-mail, pergunta o que será feito em comemoração aos 60 anos da Academia Divinopolitana de Letras (ADL). Na semana que vem, trago a resposta de Flávio Ramos, presidente da ADL.

 

Welber Tonhá e Silva 

Historiador, escritor, pesquisador, fotógrafo e fazedor cultural.

Instagram: @welbertonha

 

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