Registrada primeira morte suspeita de febre maculosa

Parque da Ilha ainda continua interditado como medida preventiva; em 2018 foram quatro mortes pela doença

Um das principais preocupações na área da Saúde no ano passado em Divinópolis voltou a causar alerta. A Prefeitura anunciou ontem que um homem, de 67 anos, morreu Unidade de Pronto Atendimento (UPA) na sexta-feira, 18, com suspeita de febre maculosa. As amostras da vítima já foram recolhidas e encaminhas para análise laboratorial, uma vez que os carrapatos que estavam no corpo idoso não são carrapato-estrela, transmissor da febre maculosa.

A Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) registrou, no ano passado 24 notificações da doença, sendo seis confirmações e três mortes.

Interditados

Um dos principais ‘protagonistas’ nesta história é o Parque da Ilha. A Prefeitura anunciava, no dia 8 de agosto do ano passado, a interdição do local, após três pessoas morreram com suspeita de febre maculosa – e que estiveram no parque dias antes da fatalidade. A Semusa já havia restringido determinadas áreas, mas, como a sinalização não estava sendo respeitada por determinados visitantes, a decisão de interditar o local foi determinada.

O Parque da Ilha foi reaberto no dia 25 de janeiro deste ano – mas não por muito tempo. Após constatar uma baixa incidência de carrapatos no local, a Vigilância Ambiental recomendou a reabertura do espaço para o público. Para atender à recomendação, a Prefeitura formou uma força-tarefa para fazer um trabalho de limpeza no local.

No entanto, cerca de três meses depois, em 7 de maio deste ano, a Prefeitura voltou a interditar o parque, após uma varredura no local constatar nova infestação de carrapato-estrela, transmissor da febre maculosa. Na época, a Vigilância em Saúde voltou a ressaltar que, mesmo com a sinalização, alguns frequentadores ainda estavam entrando na mata, onde os carrapatos estão concentrados.

Segundo informou a Prefeitura, o Parque da Ilha é o único local interditado na cidade pelo risco apresentado de contaminação. Não há previsão para que o espaço seja reaberto.

Ações

Uma das principais ações da Prefeitura é a realização periódica de varreduras de limpezas em locais com altos índices de carrapatos. Durante a ação, os agentes verificam a incidência do transmissor da febre maculosa. Os exemplares encontrados são recolhidos e encaminhados para exames laboratoriais para verificar se estão contaminados.

Além das varreduras, a Prefeitura instalou placas para orientar os moradores a não transitar nas áreas de risco. Para quem ignorou ou não viu o aviso, a Semusa recomenda checar as roupas e o corpo minuciosamente a cada três horas em busca do carrapato. Caso encontre algum fixado na pele, a orientação é não espremê-lo com as unhas e nem encostar objetos aquecidos, como fósforos ou agulhas. Ele deve ser retirado com leves torções e com o auxílio de uma pinça.

Para quem circular nas áreas consideradas de risco de contaminação pelo carrapato, a Semusa recomenda o uso de repelente em toda a superfície corporal, além de evitar sentar, deitar ou caminhar nos locais.

Caso a pessoa sinta um mal-estar ou apresente algum outro sintoma, deve procurar a unidade de saúde mais próxima e informar o ocorrido.

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