Recordações felizes

Acabo de ler o livro “Escritos e Recordações de uma feliz caminhada”, de Jorge Mendes, obra lançada no dia 30 de setembro, no Centro Diocesano de Pastoral, aonde acorreram parentes e amigos a fim de conferir a nova criação do escritor, visto que seus títulos anteriores tiveram enorme aceitação por parte do público.

Em noite de temperatura amena, os convivas foram recebidos inicialmente para um café. Em seguida, no auditório principal do Centro Diocesano, Jorge expôs seu processo de construção do referido livro e enalteceu a participação da filha, Marina de Jesus Mendes Silva, que cuidou da revisão, além de ter feito várias observações expressando a sua emoção em ler as histórias narradas pelo pai. Essa parte foi incluída no fim do livro, como um complemento.

A apresentação da obra é de autoria do padre Helio Cristino Teixeira, que salienta: “Em cada texto podemos perceber a sensibilidade e atenção do autor para com as pequenas e as grandes coisas que compõem nossa vida: vai desde sua experiência com os acometidos da hanseníase até um ipê florido em época de seca”.

Aliás, não um, mas dois ipês floridos à beira da estrada, que fazem parte das fotografias usadas para compor a primeira e a segunda capa. Mas há uma pequena diferença: na fotografia da primeira capa, a estrada que liga o povoado de Canjica (Perdigão) à cidade de Nova Serrana, clicada por Jorge em agosto de 2017, é de terra; na segunda, a fotografia da mesma estrada e no mesmo ângulo, feita em agosto de 2019, está asfaltada. A arte da capa e a diagramação são de autoria de Bruno Rossy Cardoso. O livro foi impresso na Gráfica e Editora Cardoso, em Divinópolis.

São 68 páginas de pura reminiscência. Peça por peça, Jorge Mendes tira do seu baú as recordações que moldam a sua alma: se houve tristezas, as alegrias foram muito maiores. Jorge admite que Divinópolis cresceu, as coisas mudaram, mas faz tão bem relembrar coisas assim: “À tardinha, as famílias se juntavam nas portas, nas calçadas e em quase todos os passeios havia um banco de madeira, onde os vizinhos se acomodavam, enquanto  a meninada brincava na rua: queimada, pique de esconder, nego fugido, até de circo, grandes espetáculos...”.

Cruzeirense da gema, Jorge Mendes ama a vida, os filhos, os netos, os amigos e os ipês amarelos. E não é para menos: encontrado em todas as regiões do Brasil, o ipê amarelo sempre chamou a atenção de naturalistas, poetas e escritores. Em 1961, o então presidente Jânio Quadros o declarou flor nacional, passando a ser a flor símbolo do nosso país. E agora é destacado com força em “Escritos e Recordações de uma feliz caminhada”. Vale a pena conferir.

augustofidelis1@gmail.com

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