Quem ri vive mais

Audusto Fidelis

O escritor Oscar Wilde disse com todas as letras: “A vida é muito importante para ser levada a sério”. Por isso, quem tira de cima de si o peso do mundo e dá boas gargalhadas vive mais e melhor. Isto não significa irresponsabilidade, mas fazer coro à Oração da Serenidade: “Senhor, dai-me serenidade para aceitar as coisas que eu não possa modificar, coragem para modificar aquelas que eu posso e sabedoria para saber a diferença entre uma e outra, vivendo um dia de cada vez”.

Sábio é Mário Quintana: “Aqueles que atravancam o meu caminho passarão; e eu, passarinho”. Daí, vale levar em conta a recomendação bíblica: fazer o bem sem olhar a quem, sem esperar recompensa, porque esta virá de onde menos se espera.  E por falarmos em sabedoria, veja o que disse Dona Mariquita: “Quem vive remoendo o passado é porque perdeu a perspectiva de futuro”.

Ninguém vive no passado e nem no futuro. O passado é uma lembrança e o futuro uma possibilidade. Então, o que fazer? Ora, no momento, a melhor pedida é recorremos ao professor Carlos Antônio Ferreira, pois o homem se transformou numa máquina de fazer livros. Acaba de chegar ao mercado o terceiro volume de “As Máximas do professor Carlinhos – originais e genéricas”, com prefácio de Sônia Terra.

Encontrei na página 50 uma frase, assim muito cabeça, loucona mesmo: “Ser fácil é difícil. Ser difícil é fácil”. Isso dá uma dissertação de Mestrado. Tenho cá as minhas conclusões: por que ser fácil é difícil? Porque a tendência das pessoas é complicar o que poderia ser descomplicado justamente para mostrar a importância de si mesma, isto é, a vaidade das vaidades.

Com tantos anos de magistério, ensinando e aprendendo coisas do arco da velha, Professor Carlinhos se tornou um “neguinho cabarezeiro”, observador à mão cheia, capaz de enxergar coisas que os outros não viram. Na página 67, por exemplo, ele constata o seguinte: “As pessoas têm algo em comum: são todas diferentes. Cada pessoa tem o seu design próprio. Todo mundo tem boca, nariz, olhos, braços, pernas etc., mas todos diferentes, embora seja a mesma coisa. São as diferenças em meio à igualdade que permitem que cada ser humano seja identificado como único, apesar dos sósias.

Outra descoberta incrível do professor Carlinhos, grafada na página 75: “Após demoradas e exaustivas pesquisas científicas, pude constatar e asseverar: nós vemos os relâmpagos riscarem os céus antes de ouvir o estrondo do trovão pela simples razão de termos os olhos na frente dos ouvidos”. Gente, isto não é inacreditável? O professor Carlinhos é encontrado todos os dias na sua escola de música, Acorde, que fica no 9º andar do Edifício Costa Rangel.

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