Queimadas disparam no segundo trimestre em Divinópolis

Ricardo Welbert

O número de queimadas em Divinópolis aumentou em 1.191% no segundo trimestre de 2018 em comparação com o registrado nos três primeiros meses do ano. A informação consta em um levantamento feito pelo Corpo de Bombeiros a pedido do Agora.

De janeiro a março, a corporação registrou 12 casos de incêndios em vegetação. Já em abril, maio e junho foram 155. 

O levantamento de ocorrências atendidas pelo 10º Batalhão em Divinópolis está a seguir. Apenas julho está fora devido ao fato de o mês ainda não ter terminado.

A explicação está no calendário. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), praticamente todo o primeiro trimestre transcorreu durante o verão, que só terminou em 20 de março. Nessa época do ano, a vegetação verde é mais difícil de ser queimada.

Com a virada para o outono, as folhas e o mato secos favorecem as queimadas. Por causa disso, muitos agricultores ateiam fogo em suas áreas para destruir as folhagens ruins e permitir o surgimento de novas.

Porém, em muitos casos, as chamas fogem ao controle e se espalham rapidamente. Se não for contida a tempo, pode chegar a propriedades vizinhas e causar danos graves e, às vezes, até irreversíveis à natureza.

Em 21 de junho, o outono virou inverno. Durante toda a estação fria, que só terminará em 22 de setembro, a vegetação continua seca e principalmente durante o dia, quando está mais quente, falicita queimadas.

Danos ambientais

Queimadas reduzem a biodiversidade, reduzem as possibilidades de desenvolvimento equilibrado da fauna silvestre, facilitam processos erosivos, reduzem a proteção de olhos d’água e nascentes, perdas humanas e traumatismos provocados pelo fogo ou por contusões, gente desabrigada ou desalojada e redução das oportunidades de trabalho relacionadas ao manejo florestal.

Dicas

O Corpo de Bombeiros tem várias dicas evitar que mais queimadas ocorram. Uma delas é a de não soltar fogos de artifício perto de florestas ou em áreas rurais, pois as fagulhas que caem após a detonação podem iniciar incêndios.

Outra é a de não jogar guimbas de cigarros acesas pelas janelas de veículos ou no chão em áreas rurais ou às margens das rodovias.

Deve-se ainda evitar acúmulo de lixo em lotes vagos. Se for passear ou acampar em parque, floresta ou áreas de preservação, evite lançar guimbas de cigarros. Se acender fogueira, remova todas as folhas secas e faça um círculo com pedras ao redor do fogo.

— Se for realizar uma queimada controlada para fins rurais, não se esqueça de solicitar autorização a um escritório do Instituto Estadual de Florestas (IEF) — orienta o Corpo de Bombeiros.

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