Que prata que nada, é de platina?

Batendo Bola

 

José Carlos de Oliveira

 

jcqueroviver@hotmail.com.br

Que prata que nada, é de platina?

Agora podemos enfim dizer que os jogos olímpicos começaram a valer para o Brasil, e de uma forma que enche de orgulho a todos que realmente amam e vivem do esporte. A prata da pequena notável Rayssa Leal deveria ser era platinada, tamanha a sua importância para o esporte brasileiro.

Sem surpresa

Que o skate e o surfe eram as maiores esperanças do Brasil em Tóquio era algo que todos esperavam – e até faziam contas para imaginar quantas seriam as medalhas – mas a realidade está se saindo melhor que a encomenda. A maioria, nem em sonhos, imaginava a festa que seriam os jogos do Japão para esses esportes.

Festa da madrugada

Na modalidade skate street, o Brasil já havia feito história na véspera, com a prata de Kelvin Hoefler (que, para cúmulo dos absurdos, causou mais polêmica por aqui por ser tímido, e não por seu feito, com muita gente falando o que não devia sobre seu modo de ser, como se ele fosse obrigado a festejar com todos), mas tinha na categoria feminina a esperança de um pódio triplo, com Pâmela Rosa, Letícia Bufoni e Rayssa Leal figurando entre as melhores do mundo e as principais favoritas.

Menina de prata

Com o decorrer da competição, ficava a decepção por Pâmela e Letícia não passarem à final, colocando nas costas da pequena Rayssa Leal, de apenas 13 anos de idade, a esperança de salvar o dia. E a maranhense não deixou por menos e fez mais do que poderia se esperar dela. 

Além de dar show nas pistas de Tóquio, ela competiu dançando e brincando como a criança que ainda é. Ao final, foi premiada com uma medalha que, com toda a certeza, será a mais festejada de todas que o Brasil ainda ganhará nestes jogos olímpicos do Japão.

Muita festa

Não dá nem para falar no tamanho que representa essa medalha, que nem deveria ser de prata, mas, sim, de platina, por tudo de bom que ela significará para a própria Rayssa, para todas nossas atletas heroínas anônimas de Tóquio, para toda uma nova geração, principalmente para os skatistas de nosso Brasil, que passam anos buscando por apoio e patrocínios.

Sucesso

Nas redes sociais da pequena Rayssa Leal já tem uma pequena amostra da mudança que a medalha provocará em sua vida. De algumas centenas de seguidores ela agora acumula milhões, com pessoas de todas as gerações e classes sociais a parabenizando pela medalha e desejando sucesso no futuro.

De virada é mais gostoso

Ganhar uma partida em jogos olímpicos já é algo para lá de especial, mas virar um confronto que estava quase perdido, e para cima de nossos irmãos argentinos – que, além de terem um time forte, são treinados pelo técnico multicampeão pelo Cruzeiro, Marcelo Mendez – é algo, sim, para ser festejado. Depois de estar perdendo por 2 sets a 0 e ficar 6 pontos atrás do 4º set, o Brasil levou o duelo para o tie break e venceu a partida por 3 a 2, com parciais de 19/25, 21/25, 25/16, 25/20 e 16/14, chegando à segunda vitória nos jogos de Tóquio. 

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