Quantos ‘Grandes’ existem realmente no Brasil?

 É senso comum entre os torcedores dos diversos times do País, aquela máxima de que no futebol brasileiro temos ‘12 Grandes Clubes’, com todos os demais sendo meros coadjuvantes nos torneios nacionais. E esta é uma verdade que vem sendo propagada há anos, décadas.

Seriam os ditos maiores clubes do Brasil, os quatro paulistas (Corinthians, Palmeiras, Santos e São Paulo), os quatro cariocas (Flamengo, Fluminense, Botafogo e Vasco da Gama), os dois gaúchos (Internacional e Grêmio) e os dois mineiros (Atlético-MG e Cruzeiro).

 Segundo pelotão

 Colocados mais abaixo, num segundo pelotão, estariam colocados clubes de grande torcida no Brasil, como os paranaenses (Athlético-PR e Coritiba), os baianos (Bahia e Vitória), os pernambucanos (Sport, Náutico e Santa Cruz) e os cearenses (Ceará e Fortaleza), que são clubes de tradição no futebol de seus estados e que ano após ano quebram recorde de público em seus jogos.

Mais abaixo ainda é que viriam o América-MG e outros clubes do Brasil (como os de Santa Catarina), que vêm se revezando a cada nova temporada na disputa da Série A. Sobem para a elite num ano para cair para a Série B no outro, numa eterna gangorra.

 Nada a questionar

 Até aí tudo bem! No que se refere aos clubes do segundo escalão, não há o que questionar. Com orçamento infinitamente inferior aos seus adversários, a concorrência é até desleal para muitos, e eles não podem mesmo fazer mais do que fazem. Num ano ou outro, algum pode até se destacar dos demais, mas fica só nisso. Este é o fato, não há outro.

 Mas, e os ‘grandes’?

 Aí é que está o ‘X’ da questão. O futebol brasileiro tem realmente 12 grandes clubes? Ou o número é bem menor que muitos imaginam? Esta é uma questão a ser analisada com bastante calma, para não se ferir o ‘ego’ de ninguém.

Mas a grande verdade é que já há alguns anos, este número vem diminuindo sistematicamente, e não há como o torcedor, em sã consciência, colocar os doze clubes num mesmo patamar.

 

 Alguns vivem apenas de nome

 Encarando a realidade de frente, vemos que muitos destes times vivem hoje apenas das glórias de seu passado. Fantasiam ser grandes, mas estão longe de serem comparados aos demais. Eles podem até se igualar em termos de torcida e história no futebol, mas só isso não basta.

 Diminuindo

 A cada nova temporada, quando despontam os favoritos a conquistas, o número tem diminuído. Hoje, na prática, o G12, pode ser encarado como um G6, G7 e quando muito um G8, mas mesmo assim com enorme boa vontade de todos.

 Realidade

 Hoje a grana fala mais alto e o leque dos “Grandes Clubes’ é diminuído a cada nova temporada. Nos dias atuais, com a enorme disparidade entre os orçamentos dos diversos clubes espalhados pelo Brasil, apenas dois clubes (Palmeiras e Flamengo) entrarão o ano em condições reais de brigar na ponta por todos os torneios, e se souberem fazer o dever de casa estarão sim na frente dos demais.

E não adianta ninguém chiar. A choradeira é livre, mas esta é a realidade. É o lado financeiro que fala mais alto hoje, e palmeirenses e flamenguistas podem sim sorrir melhor no Natal, mas isto não impede que os demais possam sonhar e surpreender no ano que vem.

Mas a grande verdade hoje, é que para desbancar a ‘grana’ do Porco e do Urubu, os demais terão de usar muita criatividade e ter muita força para construir seus elencos.

 Possível

 E que ninguém desanime antes da hora. É por verdades como estas que o futebol ainda é a grande paixão do brasileiro, ele permite que os mais fracos desbanquem os mais fortes. E é como este pensamento que os demais clubes entrarão o ano, pensando no que fazer para chegar ao topo, deixando Palmeiras e Flamengo e verem navio.

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