Qual é a diferença?

Preto no Branco

Empresas foram proibidas de fazer doações para candidatos a qualquer cargo político. Ótimo. Quando era assim, os megaempresários davam pacotes de grana, valores exorbitantes. Depois de eleitos, os políticos roubavam do povo e pagavam os valores com juros e correção monetária. Agora, os financiamentos das campanhas virão do fundo eleitoral, aliás, quantia tão alta quanto as que eram desviadas. E de onde vem este dinheiro? Quem está pagando para os bonitões assumirem seus cargos, lindos e pomposos? O povo. Qual a diferença? O dinheiro vai por vias legais? Como diz o ditado: “Duvido e odó”!!!

Valor milionário

Quando se fala em muito dinheiro, é muito mesmo. O orçamento público para 2020 tem valor total de R$ 3,6 trilhões. O texto destina, deste total, R$ 2 bilhões para o Fundo Especial de Financiamento de Campanha, o chamado fundo eleitoral, que será usado para financiar as campanhas dos partidos nas eleições municipais de 2020. Imagina se fosse para a escolha de dezenas de governadores, centenas de deputados, senadores e presidente? Absurdo? Vergonhoso, em um país que passa por tantas mazelas.

Bem maior

O valor aprovado representa um aumento de 18% em relação a 2018, quando o fundo era de R$1,7 bilhão. E olha que o montante pleiteado pelos parlamentares em 2019, entretanto, era bem maior. Na primeira investida, a Comissão Mista de Orçamento aprovou o repasse de R$ 3,8 bilhões para o fundo. Imagina o tamanho do rombo. A falta de ação das próprias pessoas que os elegem faz eles pensarem que estão na Disney, ou melhor, terem certeza!

Da maioria

E se o assunto é dinheiro, a turma fica toda alvoroçada. Afinal, é por ele que a maioria quer entrar, custe o que custar. Tanto que este aumento absurdo teve o apoio de 430 dos 513 deputados e 62 dos 81 senadores, o que incluiu 13 dos 24 partidos com representação no Congresso e abrange todas as vertentes políticas. Mas, quanto a isso, não há dúvidas. Abrange mesmo. Está todo mundo junto e misturado.

E daí?

Caso o valor fosse aprovado, resultaria em cortes nos orçamentos dos ministérios, segundo os próprios técnicos do Congresso. E o pior, as perdas maiores seriam na Saúde, que teria menos R$ 500 milhões. A Educação seria afetada, com menos R$ 280 milhões no orçamento em 2020. Mas pergunta se alguém por lá está preocupado com isso. Afinal, eles têm um hospital à disposição no Congresso. Fora de lá, pagamos para eles e família os melhores planos de saúde, fora os salários, outras mordomias e “vantagens extras”. Tudo invertido mesmo no Brasil. As mesmas pessoas que morrem à míngua nas portas dos hospitais, que dormem três dias na fila para conseguir uma vaga para o filho na escola, pagam para seus “empregados” tudo do bom e do melhor. Empregados, sim! Porque os políticos não passam de funcionários da população. Esta que não se coloca em seu lugar de patroa.

Mudanças à vista

E, como de costume, em ano de eleições, especialmente as municipais, é quando mais se movimenta as peças do tabuleiro. E o que tem de gente jogando por aí “na surdina” não está escrito. Engana-se quem acha que o movimento e a roupa suja é lavada somente nas redes sociais. O que não falta em Divinópolis é pré-candidato jogando ou manipulando as peças de longe, de olho em uma vaguinha a partir de 2021. Basta prestar mais atenção.

Troca-troca

Movimentado também os bastidores para troca de partidos. Toda eleição é a mesma coisa. Vários fatores levam os políticos a migrar para outra sigla. O interesse é um deles. Que seja para formar chapa, ter maior representatividade no Legislativo, assumir um cargo no Legislativo ou indicar alguém. O certo é que à toa ninguém muda. Quando, na verdade, o correto seria mudar a postura, o modo de agir, o jeito que trata a população e a principal: não fazer da política uma carreira. Cargo político não é profissão, não foi criado para isso, a inversão da função, feita por eles próprios, é que transformou o estar político nesta bagunça generalizada. Perdeu o sentido, foi-se o encanto.

 

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