Quadro desolador

 

É de desânimo o clima entre os profissionais que aguardam decisão do governo sobre a Uemg, unidade Divinópolis.  Absorvida pelo Estado em setembro de 2014, o processo que andava a passos de tartaruga encontra-se estacionado. O que foi anunciado como o milagre para a gratuidade do ensino superior transformou-se em pesadelo para os professores e estudantes. Na época, em momento de epifania/populismo, alardeou-se que mais de três mil alunos da instituição seriam beneficiados com a gratuidade na mensalidade.

Todavia, a cidade ainda está muito longe de oferecer ensino superior gratuito e a situação só piora, desde que a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) descredenciou o mestrado da Uemg em 2014 e não há sinais positivos para reverter o quadro.

O meio acadêmico cobra posicionamento do reitor Dijon Morais Júnior, que, por sua vez, espera decisão do andar de cima. Neste embalo de “nada sei”, professores e corpo diretivo não veem sinais de melhora por falta de transparência.

Na época da estadualização, o Estado assumiu o pagamento das despesas e prometeu fazer um repasse de cerca de R$ 2 milhões por mês para Divinópolis. A dívida que girava na casa dos 40 milhões só aumenta enquanto advogados contratados pela instituição tentam em todas as esferas reverter mais um quadro triste na história de Divinópolis, onde sobra retórica e falta prática.

 

 

 

 

 

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