Protesto

Fevereiro nem terminou e a insatisfação dos servidores públicos estaduais com o atual governo só aumenta. Já se fala em protestos e paralisações. Hoje, por exemplo, entidades de classe apoiam, em Belo Horizonte, o setor de Segurança Pública, em uma mobilização que tem apoio ainda de alguns deputados. O assunto é o mesmo das reclamações dos servidores de Divinópolis, o 13º.  Daqui sairá uma caravana em apoio. É pontual e legítimo, porém, um pouco precoce.

Traição

As entidades afirmam se sentir traídas pelo atual governo. Dizem, ainda, que ele está testando a capacidade dos sindicatos e servidores de luta. A concentração será às 13h na Praça da Estação. Pelo jeito, as mobilizações sempre presentes no governo Pimentel parecem que vão dar trabalho ao atual. E, vindo da segurança, é preocupante.

Barragens

Entra dia e sai dia e este assunto não sai de evidência. Mariana e Brumadinho dispensam comentários. Depois, Macacos, Itatiaiuçu, Nova Lima e Ouro Preto. Nestes locais, as famílias ainda estão longe de suas casas e sem data para voltar. Prevenir é fundamental, mas, nos últimos dias, parece mais uma satisfação à sociedade e órgãos da justiça. Se não, por que não foi feito antes?  Precisou dilacerar tantas famílias primeiro, para depois prestar contas? Isso é inadmissível.

Segurança

E o assunto continua. Promotores e ambientalistas participaram ontem na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) de uma audiência pública para discutir o projeto de segurança das barragens.  O texto em questão é o mesmo do Governo do Estado e foram acolhidos os oito pontos de discordância apresentados pelo Ministério Público – um deles relacionado a comunidades abaixo de barragens – e mantidos quatro que o MP avaliou como positivos. Mas, ainda não virou nada. Para variar! Ainda tem reunião e votação pela frente.

Pressão

E como tudo na política tem lobby, não dá para acreditar que este projeto saia tão cedo. Aliado a isso, as negociações de corredores costumam se estender que é uma beleza. Não é à toa que a imprensa foi barrada na ALMG e não pode mais se aproximar dos deputados. Dos corredores da Casa, saiu a conversa que Romeu Zema (Novo) estaria fazendo pressão para que a CPI da mineração não fosse instalada,  mas o governo deu jeito de desmentir imediatamente. Afirmou que estão sendo tomadas todas as ações para que os responsáveis sejam devidamente punidos.

Decepção

E como não poderia ser diferente, muitos parlamentares estão insatisfeitos com o governador, alegando que não estão sendo recebidos por ele e por secretários. A situação se agravou depois que governador chamou 21 deputados da base para uma reunião quando para tratar da indicação deles para cargos comissionados, os que da oposição e do bloco independente, que ficaram de fora, não ficaram nadas satisfeitos. Romeu Zema pediu empenho para aprovação da reforma administrativa. Penso que se ele soubesse como era este mundo, não teria nem se candidatado. Ou sabia?

Transtornos

Quem precisa passar pela BR-356, no trecho que dá acesso a Itabirito, Ouro Preto e Mariana, tem que pegar desvios de até 80 quilômetros. A rodovia teve que ser interditada devido ao aumento no nível de alerta da barragem Vargem Grande, da Vale, em Nova Lima. A estrada está fechada desde a tarde de quarta-feira, logo quando as sirenes foram acionadas. O bloqueio compreende o trecho entre os quilômetros 35 e 41. Ainda não há prazo para liberação.

O bom da tragédia

Se é que há alguma coisa boa destes crimes. Não do acontecimento em si, mas de quem está ali no dia a dia, dando a sua vida para encontrar pelo menos um resto de parente e entregá-lo à família. Os Bombeiros. Quanto orgulho de a população ter um órgão neste país que se entrega pela causa do próximo. Claro que há outros muito importantes, como as polícias Militar e Civil, Defesa Civil e voluntários. Mas, os Bombeiros são diferenciados. Estão ali, na poeira, na mata, na lama e em cima de equipamentos de forma ininterrupta. Não tem dia, não tem hora. Não medem esforços. Esgotados, eles ganham ajuda de companheiros de profissão de outros estados e cidades do interior. Divinópolis é uma delas. O 10º Batalhão tem, desde ontem, oito militares para ajudar nos trabalhos que começaram há quase um mês. Eles atuarão por sete dias até que um novo grupo possa substituí-los.

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