Proposta de fundação assumir Hospital Regional ganha força

Rafael Camargos

Tem sido difícil ser divinopolitano. O morador ultimamente tem que torcer para não ficar doente e não precisar da saúde pública na cidade. A Unidade de Pronto Atendimento (UPA) ainda está na pior e parece que não irá melhorar, pelo menos por enquanto. O Hospital Público Regional (HPR), que deveria ser a salvação, não tem data para retomada das obras. Os trabalhos começaram há sete anos e estão parados desde 2016.

O Governo de Minas não irá retomar as obras, segundo o vice-prefeito Rinaldo Valério (PV), pois não tem dinheiro. Além disso, em todo estado, outros sete hospitais regionais na mesma situação. A exceção é o hospital regional em Montes Claros, Norte de Minas, já inaugurado.

Segurança

Ontem, 28, em uma coletiva de imprensa nas obras do hospital, no bairro Realengo, Rinaldo Valério disse que a Prefeitura irá arcar com a despesa de R$ 40 mil mensais com a segurança da obra abandonada. Isso porque o contrato com a empresa envolvendo o Estado termina no fim do mês.

Além disso, ele ainda falou sobre a conversa que teve com o secretário de Estado de Saúde, Sávio Souza Cruz, que deixou claro que o governo não tem dinheiro para terminar a unidade de saúde. A obra que estava prevista para custar 47,8 milhões.

Contrato renovado

A Prefeitura voltou atrás na decisão e decidiu renovar o contrato com a empresa de segurança por mais quatro meses. Por meio de ofício, o Executivo havia comunicado o Governo de Minas que não iria mais arcar com a despesa devido à dificuldade financeira do município, mas na segunda-feira, 27, durante uma reunião no gabinete do prefeito Galileu Teixeira Machado (PMDB), a decisão foi repensada.

Rinaldo Valério deixou clara a importância do contrato da vigilância, para ele o assunto é indiscutível. Ele explica que a obra tem um investimento muito alto e existem materiais nela que podem ser facilmente roubados e ela tem muito dinheiro investido e material fácil de ser roubado.

— Nós atrás, e mesmo o governo do Estado não participando desta guarda armada, nos estaremos renovando o contrato por mais quatro meses, para termos a tranquilidade que a obra não será invadida — falou o político.

Pesando no bolso

A renovação custará aos cofres municipais aproximadamente R$ 40 mil, segundo Valério. O valor serve para pagar aproximadamente entre cinco e seis seguranças, o vice enfatiza não saber o número exato de pessoas que trabalham no local.

— Eu acredito que sejam quatro a cinco. Não sei o número exato. Sei da despesa, que será de R$ 40 mil, que pesam para o município. Estamos economizando ao máximo para chegar ao final do ano com as contas em dia. Este hospital é um hospital do estado. Ele não está fazendo a parte dele, essa obra está parada, e nós estamos trabalhando para voltarmos rapidamente com ela — comentou.

Comece a operar

Com as obras paradas, o vice-prefeito esteve em Belo Horizonte na quinta-feira passada, 24, para conversar com o secretário de Estado de Saúde, Sávio Souza Cruz, e segundo o próprio a obra do HPR não será terminada.

— Ele disse que pelo menos no momento não tem dinheiro, e agora essa obra não é prioridade. Porque tem sete hospitais no estado nessa condição e ele não pode terminar todos. Então eu sugeri ao secretário que ele com sua assessoria jurídica, faça uma parceria pública privada para que esse hospital seja terminado, ou pelo governo federal, ou por alguma fundação — comentou.

Ele continuou dizendo que o hospital precisa funcionar, uma vez que a UPA está fazendo uma função que não é dela.

 —Queremos leitos de SUS aqui. Estamos com a UPA, fazendo uma função que não é dela. Então nós precisamos tirar aqueles pacientes dos corredores. Esse problema já se arrasta há anos e nós estamos com esse problema de leitos na cidade e essa obra parada — argumentou Rinaldo.

Para tentar sanar o problema, Valério disse ainda que sugeriu ao secretário a parceria pública-privada e os documentos já estão sendo providenciados.

— Ele achou a ideia muito boa. Pediu que fizéssemos um documento. Já enviei esse documento para ele, sugerindo firmar uma parceria publica privada, e que uma fundação assuma isso, e aí sim começaremos a operar — frisou.

Terminar a obra

Segundo o vice-prefeito algumas fundações já estão procurando a prefeitura e oferecendo para terminar a obra.

— O ideal é a gente conseguir um dinheiro na esfera federal, e estamos correndo atrás disso para terminar essa obra, uma vez que o estado não irá terminar, então estamos buscando uma verba federal — finalizou.

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