Prontinha

Preto no Branco 

A eleição para Mesa Diretora não só movimenta os bastidores da Câmara desde o dia da eleição, mas como tem uma chapa praticamente pronta. E acredite, trata-se de mescla que vai surpreender muita gente. Esta formação conta, conforme fontes, com apoio de pelo menos dez vereadores entre reeleitos e novatos. Lideram duas caras bastante conhecidas no Legislativo. Um deles garante que essa quantidade de nomes postos para a disputa é apenas “fogo de palha” e que parte deles já concordou em apoiar a chapa. Em meio a essa queda de braço pelo “trono” mais importante da Casa, uma coisa é certa: tem uns três que não vão gostar nem um pouco desta formação e deve declarar “guerra”. 2017 de se repetirá?  Aguarde. Faltam poucos dias para este mistério ser revelado.

Só 13

Esses são os dias que faltam para a chapa ser inscrita ‒ um dia depois da diplomação do prefeito, da vice e dos vereadores em cerimônia marcada para a Câmara no próximo dia 15. No entanto, bem antes disso é provável que os nomes que formarão a chapa já tenham sido revelados. Por isso, ainda é uma incógnita como ficará a harmonia entre os que comporão a legislatura a partir do próximo ano no dia da solenidade. Isso porque quase todos que vão legislar para os divinopolitanos de 2021 a 2024 garantem que as “maracutaias” antes presentes nos processos de escolha acabaram. E quem não se encaixar nestes novos tempos “prometidos” certamente “vai cuspir marimbondo”!

É perigoso 

A sede pelo poder em qualquer circunstância da vida é muito perigosa. Tratando-se de política, então, é muito pior. Quando falta humildade e sobra egoísmo, a pessoa se desvirtua totalmente e ela própria não se reconhece mais. Para ilustrar como tudo funciona na prática, peço licença ao pastor Leocárdio para transcrever algumas de suas sábias palavras de seu texto, que inclusive está na página seis desta edição e define muito muito bem: “O poder mexe fortemente com o indivíduo. É como uma entidade, um deus, que se apossa de alguns, revelando o pior que há neles, quando se espera o melhor”. Simples assim. Só confirma o que é sabido desde que o mundo é mundo: quer conhecer alguém? Dê-lhe poder. Quer conhecê-lo melhor? Tire o poder que lhe foi dado! Portanto, é bom quem não está disposto a cumprir não fazer vãs promessas, pois a máscara cai o mais rápido que se imagina. 

“Estou aí”

Mais poder: que está ligado diretamente à política, onde a palavra não tem muito valor, as decisões são sempre mudadas e por aí vai. Não é que é bem isso que está acontecendo com o prefeito reeleito em Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD)? Após reafirmar várias vezes que não seria candidato ao Governo de Minas, agora fala que pode ser, sim. Foi além. Afirma ter um bom plano para o Estado, que passa por uma crise financeira terrível. Kalil teve votação expressiva de 63,5% dos votos, entre os quatro mais bem votados do país. "Eu não sento numa cadeira pensando em outra, mas eu estou aí", disse ontem à Globo News. É provável que o ex-presidente do Atlético tenha voltado atrás, depois de ser alfinetado pelo deputado Eduardo Bolsonaro (PSL) por algumas declarações dadas no programa Roda Viva desta semana na TV Cultura. Quem o conhece sabe que ele não “leva desaforo para casa”. E, quanto maior é o “poder”, [ele de novo] a chance de se dar o troco é maior. Que comecem as apostas. 

Ditador ou ditadores?

Vira e mexe, o clã Bolsonaro arruma um para pegar no pé. Postagem que Eduardo Bolsonaro fez no Twitter chamou Kalil de "ditador". A afirmação foi feita nesta terça-feira, acompanhada de um vídeo com parte da entrevista que Kalil concedeu ao Roda Viva, na noite anterior. Nas imagens, o prefeito fala sobre a possibilidade de voltar a fechar o comércio se a covid-19 avançar na capital mineira. Kalil respondeu que "pensar diferente é um direito de todos" e que "tem gente que quer proteger a vida". Foi preciso e educado, mas, como todos sabem,  Kalil, o deputado e família são iguais quando o assunto é “papa na língua”. Mas, se tratando de inteligência e boa gestão, são bem diferentes. O que credencia Kalil a almejar um poder ainda maior. Será?

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