Profissionais se mobilizam pelo ‘Janeiro Branco’

Da Redação

O apelo da campanha do Janeiro Branco é de que a sociedade não negligencie a saúde mental. Para isso, ações foram realizadas por todo o país, com o intuito de incentivar a prática de terapias e a procura a serviços de auxílio psicológico.

As redes de apoio psicológico prestam serviço de intervenção e integram políticas públicas voltadas à atenção psicossocial. Os municípios contam com centros de atendimento com profissionais especializados para o atendimento aos indivíduos. Daí a importância de procurar socorro psicológico, visto que ele pode ser ofertado de maneira gratuita e de qualidade.

Visão profissional

Em série de reportagens sobre o “Janeiro Branco”, o Agora trouxe dados e direcionamentos de profissionais da área da psicologia. Um dos objetivos do Janeiro Branco é também a mobilização das mídias para colocar em evidência os danos que doenças como ansiedade e depressão estão causando no mundo e nas pessoas.

A melhor forma de manter a saúde mental é através do diálogo, como explica o psicólogo Luis Henrique Novais

— Falar e ouvir são bases de qualquer clínica e de qualquer ajuda. Assim podemos contribuir e orientar na busca de um profissional da área da saúde. Também temos de entender que saúde mental é também de relações humanas. Desta forma, ter tempo para boas conversas, práticas sociais, culturais e esportivas também auxilia na promoção da saúde mental — pontua.

Divinópolis

De acordo com dados informados pela Prefeitura, o Serviço de Referência em Saúde Mental (Sersam) realizou, no ano passado, uma média de 880 atendimentos psicológicos mensais.

O Centro de Atendimento Psicológico III (Caps III) atende, em média, 40 pessoas por mês. O Caps III é voltado para pessoas de todas as idades que apresentem algum distúrbio, como ansiedade.

O Centro de Atendimento Psicossocial de Álcool e Drogas (Caps AD3) realiza, em média, 60 auxílios a pessoas com problemas de dependência química.

Além de iniciativas públicas para auxílio à saúde mental, há organizações não governamentais que se empenham no apoio às pessoas que estão em situação de risco, são os chamados Atendimento por Contribuição Consciente. Há também os laboratórios de psicologia, nos quais os atendimentos são prestados por alunos nos últimos semestres e com a supervisão de professores.

Em Divinópolis, a unidade da Universidade do Estado de Minas Gerais (Uemg) realiza essas ações nos períodos letivos. Alunos realizam atendimento em escolas, serviços de saúde e paróquias, no intuito de impactar positivamente nos números sobre a saúde mental na cidade.

Outras cidades

Na cidade vizinha, São Sebastião do Oeste, diversas ações da campanha estão sendo realizadas durante o mês. A psicóloga Yáskara Siqueira explicou à reportagem sobre a importância saúde mental.

— O preconceito com o tratamento da saúde mental precisa ser superado para reversão dos dados alertas feitos pela a Organização Mundial de Saúde (OMS). Eles apontam o crescimento vertiginoso, a partir do ano 2000, das taxas de suicídio, depressão e ansiedade em todo o mundo — lembrou.

Neste mês, Yáskara, junto de uma equipe, promoveu diversos eventos de conscientização. No dia 16, foi realizado em conjunto ao Centro de Referência de Assistência Social (Cras) Dona Zaía Araújo, na Vila Vicentina de São Sebastião do Oeste, uma minipalestra conscientizando os idosos a pensarem a respeito das suas vidas, seus relacionamentos e do que andam fazendo para investirem na saúde mental e saúde emocional em suas vidas e nas vidas de todos ao seu redor.

De acordo com Yáskara, a assistência à saúde mental do município está estruturada de forma a atender à demanda ambulatorial.  Assim, possui um psiquiatra, um psicólogo clínico, Núcleo de Apoio a Saúde da família (NASF) com psicólogo.

— Com o objetivo de cuidar dos usuários que possuem algum tipo de sofrimento mental, as equipes ofertam grupos com tarefas diversas, de caminhada, de atividades físicas, matriciamento de casos mais complexos, monitoramento através dos agentes comunitários de saúde e práticas integrativas e complementares (PICs), como auriculoterapia, fitoterapia e dança circular — finalizou a psicóloga.

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