Produção industrial intensa em novembro

Pablo Santos

A Sondagem Industrial, realizada pela Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), mostrou produção intensa, fato incomum para novembro. O indicador do emprego alcançou o maior patamar desde maio de 2011. Empresários estão animados em realizar investimentos, apontou a pesquisa.

A Sondagem Industrial é preparada pela gerência de Estudos Econômicos da Fiemg e a pesquisa foi feita de 2 a 11 de dezembro, com amostras de 64 grandes empresas, 59 médias e 63 pequenas entidades.

É a segunda vez, desde o início da série histórica, em 2010, que o índice aponta aumento na produção da indústria no mês. Além do emprego, a utilização da capacidade instalada continuou abaixo da usual para novembro, mas apresentou o melhor indicador em quase nove anos.

Conforme a pesquisa, os resultados refletiram uma melhora do consumo doméstico, em decorrência da recuperação gradual do mercado de trabalho, do aumento da concessão de crédito, da inflação controlada e da taxa básica de juros em níveis historicamente baixos.

— Empresários seguem otimistas quanto à demanda e ao número de empregados para os próximos seis meses — destacou a analista de Estudos Econômicos da Fiemg, Daniela Muniz.

De acordo com os dados da pesquisa, os empresários continuaram otimistas quanto à demanda e às compras de matérias-primas para os próximos seis meses, com destaque para as perspectivas de aumento do número de empregados, cujo indicador alcançou o maior nível para dezembro em nove anos. As intenções de investimento avançaram e marcaram o patamar mais elevado desde o início da sua série histórica, em 2013.

Queda

Em contrapartida, o índice de evolução da produção recuou 3,7 pontos em novembro (50,8 pontos), frente a outubro (54,5 pontos), apontando avanço menos acentuado da produção. O término das encomendas de fim de ano, que nas indústrias ocorrem antecipadamente, e o fato de novembro ter menos dias úteis que outubro influenciaram a retração mensal, considerando que os dados não passam por ajuste sazonal.

Contudo, na comparação com novembro de 2018 (47,9 pontos), o indicador aumentou 2,9 pontos e foi o mais elevado para o mês desde o início da série histórica mensal, em 2010.

O índice de evolução do número de empregados cresceu 1,9 ponto entre outubro (49,1 pontos) e novembro (51,0 pontos) e ultrapassou os 50 pontos, após sete meses abaixo desse patamar. O resultado voltou a sinalizar aumento do emprego no mês. O indicador ficou 2,2 pontos acima do observado em novembro de 2018 (48,8 pontos) e foi o maior desde maio de 2011, quando atingiu 51,1 pontos.

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