Produção de fundidos no Centro-Oeste cresce 4,2%

 

Pablo Santos

 A produção de fundidos avançou 4,2% no Centro-Oeste no ano passado. Já no Brasil, o crescimento foi maior: 6,3%. Os dados são da Associação Brasileira de Fundição (Abifa).

As fundições nacionais produziram 2,28 milhões de toneladas em 2018, o que equivale a uma alta de 6,3% em relação aos 2,14 milhões de toneladas fundidas no ano anterior e de 8,6% sobre 2016.

— Muito bom o resultado. Estamos caminhando rumo ao nosso objetivo que é chegar a produção de 2008, para este ano temos uma perspectiva de crescimento na ordem de 8% — disse o presidente da Abifa, Afonso Gonzaga.

Já no Centro-Oeste, o crescimento é menor. De acordo com a Abifa, o aumento na produção de fundidos ficou em 4,2%, inferior aos resultados nacionais.

— Nosso crescimento da região foi um pouco menor. No geral, o crescimento foi puxado pelo setor automotivo e no Centro-Oeste, temos poucos fornecedores neste setor —afirmou.

 Ferro

O ferro fundido liderou a tonelagem de metal fundido em 2018, com 1,84 milhão de toneladas (+3,5% em relação a 2017). Já o destaque de crescimento tenha ficado por conta do aço (+30,8%), com 244 mil toneladas fundidas.

No segmento de não ferrosos, a alta foi de 8,7%, com a produção de 199,2 mil toneladas, entre alumínio (172,1 mil t / +10,4%), cobre (20,9 mil t / +0,6%), zinco (1,2 mil t / +0,2%) e magnésio (5,0 mil t / -7,7).

Do total fundido em 2018, 1,90 milhão de toneladas foram consumidas no mercado interno, o que em percentagem equivale a um aumento de 7,7% sobre 2017 (1,79 milhão t).

O setor automotivo continua liderando a demanda de fundidos no país (50,4%), seguido dos segmentos de bens de capital (11,7%), ferroviário (6,8%), máquinas rodoviárias (6,2%), sucroalcooleiro (6,1%), infraestrutura (5,7%), siderúrgico (4,6%) e mineração (2,2%).

As exportações ficaram praticamente estáveis. Tanto em peso (377,5 mil t) quanto em valor (837,0 MUS$), a queda foi de 0,3% em 2018.

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