Produção de fundidos cresce menos de 1%

Pablo Santos

A Associação Brasileira de Fundição (Abifa) confirmou crescimento de 0,8% da produção brasileira de peças fundidas. É o terceiro ano com aumento seguido do setor.  A alta na fabricação do ano passado ficou longe da meta da entidade, que previa até 7% de elevação.

De acordo com os dados, foram produzidas 2,28 milhões de toneladas no ano passado, 0,8% maior na comparação com 2018. Outros crescimentos foram registrados em 2016: 8,8% em relação a 2016, e 6,5% sobre 2017, confirmaram os números da Abifa.

Conforme os dados, o ferro fundido liderou a produção do setor (1,84 milhão t), seguido do aço (259, 2 mil t) e dos metais não ferrosos (192 mil t).

Comparativamente ao exercício anterior, o principal crescimento ficou por conta do aço (+6,6%), seguido do ferro fundido (+0,5%). Na vertente oposta, a produção de fundidos em metais não ferrosos caiu 3,7%.

De acordo com a Abifa, o mercado interno foi responsável pela alta da produção de fundidos em 2019, tendo registrado aumento de demanda de 1,6% sobre 2018. No total, 1,92 milhão de toneladas foram comercializadas no país.

Apesar de o mercado interno ter ficado com saldo positivo, as exportações caíram 3,6% em peso e 4,1% em valor.

O presidente da Abifa, Afonso Gonzaga, acredita que o setor tem condições de crescer entre 5,5% e 6% neste ano, com a manutenção da capacidade instalada em 4 milhões de toneladas anuais.

O presidente da entidade aposta nos desdobramentos das reformas previdenciária e trabalhista, além da implementação da reforma tributária, que, segundo ele, juntas, proporcionarão maior competitividade ao empresariado brasileiro, paralelamente à facilitação da oferta de crédito para investimentos.

A indústria nacional da fundição gera 54 mil empregos diretos, 18 mil dessas posições só em Minas, o que representa 33,3% do total do Brasil. Já Divinópolis emprega três mil trabalhadores diretos nas 39 empresas de ferro e alumínio.

 

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