Produção de fundidos cresce mais de 6%

 

Pablo Santos

A produção brasileira de fundidos cresceu 6,4% até maio e está perto da meta estabelecida pela Associação Brasileira de Fundição (Abifa). Em todo o ano passado, o percentual foi semelhante ao alcançado até o momento. Nas empresas do Centro-Oeste de Minas Gerais, o aumento da produção é menor na comparação ao Brasil devido à característica do produto.

De acordo com os dados da Abifa, até maio, foram 206.483 toneladas produzidas pelo setor. O montante corresponde a uma alta de 3,5% em relação a abril imediatamente anterior e de 16,5% ante maio de 2018.

— O notável desempenho do setor na comparação mensal interanual se deve não a um maio de 2019 extraordinário, mas, sim, a um maio lamentável no ano passado, quando o país parou 11 dias por conta da greve dos caminhoneiros. Os resultados, que afetaram até mesmo o PIB do ano, prejudicaram a retomada da economia e da indústria — apontou a nota técnica da Abifa.

A reduzida produção de fundidos em maio do ano passado também é responsável pela alta de 6,4% na produção acumulada no setor na comparação aos cinco meses de 2018 contra 2019.

Segundo a Abifa, o desempenho mês a mês da indústria brasileira de fundição no exercício 2019 tem crescido, exceto em abril, quando houve uma queda de 1,5% na produção do setor.

Em maio, essa retração foi prontamente superada com uma alta de 3,5%. Em peso, isso equivale à produção de 174.423 toneladas de peças fundidas em janeiro; 189.936, em fevereiro; 202.560, em março; 199.530, em abril; e 206.483, em maio.

Para atender à demanda de fundidos em maio, o setor empregou 56.295 pessoas. Este número é 0,3% superior ao de abril de 2019 e 3,6% maior que o de maio de 2018. Divinópolis emprega três mil trabalhadores diretos nas 39 empresas do ferro e alumínio.

Ainda de acordo com a Associação Brasileira de Fundição, a estimativa de expansão é de 7% para o ano, representando uma produção anual de 2,45 mil toneladas de fundidos.

2018

No ano passado, o crescimento foi de 6,3% no estado, e na região Centro-Oeste de Minas ficou em 4,2%. De acordo com a Abifa, o aumento da região foi menor porque, no geral, o crescimento em Minas foi puxado pelo setor automotivo e, no Centro-Oeste, há poucos fornecedores neste segmento.

 

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