Produção de fundidos cresce 4%

Peças em ferro fundido responderam pelo maior volume produzido

Pablo Santos

Embalada pela demanda doméstica, a produção brasileira de fundidos cresceu no quadrimestre no Brasil. Em contrapartida, as exportações declinaram nos quatro meses do ano. Os dados fazem parte do balanço setorial divulgado mensalmente pela Associação Brasileira de Fundição (Abifa).

Conforme os dados da Abilfa, entre os meses de janeiro e abril, a produção totalizou 766.448 t, ficando 4% superior em relação ao mesmo período de 2018.

As peças em ferro fundido responderam pelo maior volume produzido (613.220 t), seguido do aço (89.891 t) e dos metais não ferrosos (63.337 t), entre os quais estão o alumínio (54.413 t), cobre (6.853 t), zinco (392 t) e magnésio (1.680 t).

No comparativo anual, tanto a produção de fundidos em ferro quanto em aço aumentaram +2,0% e +31,7%, respectivamente, ao passo que os não ferrosos caíram 6,6%. Veja na tabela 1 o detalhamento destes números.

Ainda segundo os dados da Abifa, a demanda doméstica continua superando as exportações, respondendo por 645.728 t nos quatro primeiros meses do ano. Este volume equivale a uma alta de 6,6% frente a 2018.

As exportações, que atualmente representam 15,7% da produção brasileira de fundidos, caíram 8,1%, quanto em valores foi de 13,1%.

Estimativa

O incremento de 4,0% da produção de fundidos no comparativo anual está aquém do estimado pela entidade para o exercício 2019, mas a expectativa de crescimento de 7% para ano está mantida.

Tradicionalmente, o desempenho do segundo semestre é superior ao dos seis primeiros meses do ano e neste temos um fator adicional: a expectativa da aprovação da reforma da Previdência, que deve impulsionar os investimentos em todos os setores da economia.

De acordo com a Confederação Nacional da Indústria, em abril a indústria operou, em média, com 77,8% da capacidade instalada (o maior índice desde agosto do ano passado). As horas trabalhadas cresceram 1,1% e o faturamento aumentou 3,3% frente a março.

A indústria nacional da fundição gera 54 mil empregos diretos, 18 mil dessas posições só em Minas, o que representa 33,3% do total do Brasil. Já Divinópolis, emprega três mil trabalhadores diretos nas 39 empresas do ferro e alumínio.

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