Procura-se secretários

Maria Tereza Oliveira

As secretarias municipais estão prestando contas nesta semana. Todavia, ao contrário do que se esperava, das seis secretariais previstas para prestarem contas na segunda, 11, apenas uma secretária compareceu. O assunto foi repercutido na reunião da Câmara de ontem.

Estavam previstas as prestações das secretarias de Fiscalização de Obras Públicas e Planejamento; Saúde; Cultura; Controladoria Geral; Desenvolvimento Econômico; e Educação. Todavia, apenas a responsável da última pasta, Vera Prado, compareceu. Dentre os outros secretários, José Alonso Dias, responsável pelo Desenvolvimento Social justificou a ausência, entretanto, os outros faltosos não se explicaram.

Vergonha

O vereador Matheus Costa, disse à reportagem que a ausência dos outros secretários pode ser resumida em uma palavra: vergonha.

— Alguns alegaram que é uma questão de gerência. Mas o que custa eles esclarecerem o que foi feito em 2018? Ou eles não fizeram nada? — questionou.

O líder do governo na Câmara, Eduardo Print Junior (SD), também comentou o assunto.

— Eu não estou aqui para fazer defesa pessoal de secretário. É preciso respeitar a lei e os horários. Espero que eles sejam comprometidos com a pontualidade na próxima vez que forem convocados — pediu.

Todavia, os secretários não foram os únicos alvos das críticas de Print. Ele também salientou o atraso dos colegas vereadores.

— Para ter quórum é preciso que pelo menos seis vereadores estejam presentes. Então, para evitar que isso seja usado de desculpa por algum secretário, é preciso que nós também sejamos pontuais — pediu.

Ausências

Além de não comparecerem, os secretários não mandaram representantes. Amarildo de Sousa, Dimas Arnaldo de Souza Santos, José Alonso Dias, Júlio César Campolina e Oswaldo Eustáquio de Melo, responsáveis pelas pastas de Saúde, Controladoria Geral, Desenvolvimento Social, Fiscalização de Obras Públicas e Planejamento e Cultura, respectivamente.

Por outro lado, a responsável pela pasta da Educação, Vera Prado, acompanhou a prestação de contas. Vera foi elogiada por Matheus que afirmou que ela é uma das melhores secretárias do Governo Galileu Machado (MDB).

Justificativa

O Agora entrou em contato com a Prefeitura e a questionou se a ausência do secretariado seria uma recomendação do Executivo. Todavia, a assessoria informou que a Secretaria de Governo enviou para a Mesa Diretora da Câmara um ofício esclarecendo as mudanças.

Crise

A dívida do Governo Zema (Novo) com a Prefeitura também foi pauta da reunião. O Estado já acumula uma dívida de R$ 11 milhões com o Município.

A Prefeitura informou que a dívida total do Estado com o Município já chega à R$ 108 milhões. O Executivo salientou que o Governo Zema, de acordo os últimos levantamentos da Secretaria da Fazenda, deixou de depositar R$ 21 milhões referentes ao Fundeb, transporte escolar, juros e correções dos atrasos dos repasses. 

Matheus Costa afirmou que é necessária austeridade por parte do Executivo.

— A Prefeitura gasta mais do que recebe. A gente precisa cortar da própria carne. Há um colapso nos serviços fundamentais e o prefeito tem um pouco de culpa. Não adianta cobrar só do Estado, apesar de que, Romeu Zema também esteja errado — disse.

Ânimos exaltados

Perto do fim da reunião também houve tempo para discussões entre os parlamentares. Durante seu pronunciamento, Marcos Vinícius (Pros) ao falar sobre a abertura da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), disse que a 1ª reunião aconteceria ontem, logo após a sessão da Câmara.

Todavia, Edson Sousa (MDB), disse que as reuniões da CPI deveriam ser marcadas pelo vereador mais velho dentre os que compõe a CPI, que no caso seria ele.

Entre alfinetadas, Marcos Vinícius disse que a CPI deveria ser guiada sem interesses pessoas. O vereador chegou a dizer, sem mencionar nomes, que era necessário que “sentimentos não correspondidos fossem deixados de lado”.

Edson, visivelmente irritado pediu a palavra ao presidente da Câmara, Rodrigo Kaboja (PSD). Entretanto ela foi negada, mesmo com Edson dizendo que foi ofendido.

Durante a votação do último projeto em pauta, mais uma discussão aconteceu. Janete Aparecida (PSD) pediu para falar sobre o projeto, mas antes disso, Kaboja iniciou a votação.

A Lei nº CM-133/2018 que dispõe sobre a instituição de datas comemorativas no Município, de autoria de Renato Ferreira (PSDB) foi aprovada.

E mesmo, com o pedido de desculpas de Kaboja, Janete se irritou com a situação.

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