Princesinha do Oeste mais velha, Prefeitura e Câmara mais novas

Cidade celebrará data com inaugurações de obra, revitalização de praça e live

Matheus Augusto

O dia 1º de junho de 2021 celebra não apenas os 109 anos de Divinópolis, mas também os cinco primeiros meses de novas governanças no Executivo e no Legislativo. No ano passado, os divinopolitanos optaram, por meio das urnas, pela escolha de um novo prefeito e vice para governar a cidade pelos próximos quatros anos. Dos 17 vereadores, apenas seis foram reeleitos. 

Caminhada

Cinco meses atrás, Gleidson Azevedo e Janete Aparecida, ambos PSC, assumiam Divinópolis fechada. A cidade estava na onda vermelha do programa Minas Consciente. Naquele mesmo dia, o vereador Eduardo Print Jr (PSDB), ex-líder do governo anterior, era eleito presidente da Câmara. Durante a cerimônia de posse, ambos destacaram em seus discursos que, apesar das diferenças partidárias e ideológicas, estavam empenhados em trabalhar juntos em prol da cidade.

Uma semana demais, o prefeito sofria pressão de empresários que, em protesto no Centro Administrativo, cobraram a reabertura do comércio. Apesar de dizer que não se renderia à pressão, naquele período, o chefe do Executivo contrariou a orientação do Comitê de Enfrentamento ao Novo Coronavírus pela permanência na onda vermelha e determinou o avanço para a amarela, dada a flexibilidade dos indicadores do Minas Consciente. 

— Respeitamos o comitê, mas a decisão final é do prefeito — justificou Janete, na época.

Em 7 de janeiro, Gleidson também anunciou, em tentativa de equilibrar a flexibilização com o combate ao vírus, a proibição de venda de bebidas alcoólicas por três dias (sexta, sábado e domingo). A decisão surtiu efeito contrário e aglomerações e filas para compras de bebidas foram registradas em diversos pontos da cidade na quinta-feira. 

Em 19 de janeiro, Divinópolis iniciava a campanha de vacinação contra covid-19, após receber 7.258 doses de Coronavac. A primeira vacinada foi Fernanda Cândida da Costa, técnica de enfermagem, de 34 anos, que atuava no hospital de campanha montado na Unidade de Pronto Atendimento (UPA).

Janeiro, antes mesmo do fim do mês, já havia se tornado o mês mais letal desde o início da pandemia. Diante do cenário, o prefeito também determinou o cancelamento das celebrações de Carnaval ‒ apenas mais uma das datas festivas a passar sem celebração diante do cenário sanitário.

Três dias após o início da vacinação, Divinópolis ultrapassava a marca de mil imunizados. Com altos e baixos no recebimento de novas remessas, até o momento, mais de 56 mil pessoas tomaram a primeira dose.

O primeiro mês de governo também foi marcado por passagens relâmpago na Secretaria Municipal de Cultura. O primeiro nome anunciado para a pasta no fim do ano passado, professor Otávio Arantes, alegou problemas pessoais e nem chegou a assumir. Para seus lugar, Gleidson optou por Tita Carvalho, que deixou a função nove dias após se apresentar. Por fim, o servidor de carreira Diniz Borges Filhos assumiu o cargo, que ocupa até o momento.

Desde então, o prefeito vem investindo em obras, buscando parcerias com a iniciativa privada para a revitalização de pontos públicos, como a praça do Santuário, e vendo a cidade oscilar entre a onda roxa e vermelha. Os primeiros cinco meses de governo também são marcados pela tentativa de abertura de leitos no hospital regional e o encerramento de leitos extras abertos no hospital de campanha, custeados integralmente pela Prefeitura.

Com danças e vídeos de cobranças e esclarecimentos, Gleidson também atua fortemente nas redes sociais, sendo alvo de críticas e elogios. Um de seus primeiros virais foi em primeiro de janeiro quando retirou, com as próprias mãos, o radar da avenida JK. Suas últimas produções incluem dança com o vereador Diego Espino (PSL) e com os servidores da Emop, em celebração ao Dia do Gari.

Portas abertas, cofres fechados

Na Câmara, o novo presidente, Eduardo Print Jr., em seu primeiro mandato, válido por dois anos, espera gerar economia, incentivar a modernização dos procedimentos internos e manter as portas abertas. A situação mais grave ocorreu no início de maio, quando o Legislativo suspendeu os atendimentos presenciais após a confirmação de quatro casos positivos para covid-19 entre vereadores. 

Além disso, conforme acordado no primeiro dia de janeiro, o parlamentar é responsável por colocar em pauta projetos de interesse do Executivo, especialmente os de urgência, relativos ao combate ao coronavírus.

Por meio do trabalho conjunto com os vereadores que, nos primeiro 100 dias, apresentaram um número recorde de projetos, a ideia é construir, com as legislações implementadas na pandemia, um acervo histórico para, em caso de nova contaminação massiva, os futuros parlamentares terem o caminho de ações preventivas previamente estabelecido pela atual legislatura.

— Os futuros vereadores poderão pegar os arquivos e ver os erros e acertos de Divinópolis na última pandemia — comentou.

 

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