Primeira visita

Foi no Centro-Oeste o primeiro compromisso oficial de Romeu Zema (Novo) depois de ser empossado governador de Minas Gerais. Zema visitou a sede da Associação de Proteção e Assistência ao Condenado (Apac) em Itaúna. A unidade prisional da cidade vizinha serve de modelo por conseguir recuperar mais de 70% dos condenados que são reinseridos na sociedade. O governador conheceu as instalações, falou com assistidos e se reuniu com a direção. E começou bem! Valorizar bons exemplos é sempre salutar. 

Eficiente

Os números da unidade comprovam a eficácia do método adotado. Enquanto o cidadão paga cerca de R$ 2,5 mil por mês para um detento do sistema prisional comum, a associação  gasta R$ 850 por cada assistido. Além disso, eles trabalham, produzem e raramente há registros de fuga, apesar de não ficarem trancafiados como os presos em cadeias e penitenciárias. Isso justifica o alto índice de recuperação. 

Perto e longe

Itaúna é muito perto de Divinópolis, cerca de 37 quilômetros. Mas, a realidade é muito diferente. Há anos se tenta implantar por aqui o método Apac. Primeiro foi encontrar o terreno, depois a compra, falta de dinheiro para o projeto e o início da obra. Mas, começou. Verbas pecuniárias da justiça salvaram: iniciaram a obra e, muito provavelmente, vão acabar. Isso, se Zema não se sensibilizar depois da visita e não for informado do descaso das gestões anteriores com a cidade neste quesito.

O que é bom...

Quem acompanhou a visita do governador à Apac de Itaúna diz que ele está extremante preocupado com o sistema prisional do Estado. Não é para menos. As superlotações, presos comandando o crime de dentro das celas e as fugas são considerados problemas graves de segurança. Então, nada melhor do que conhecer e copiar um modelo que funciona para dar um pouco de tranquilidade a empresários e bancários, constantes vítimas de bandidos, e mesmo às famílias, que em muitos locais já não saem de casa à noite, temendo as próprias vidas.

Doações

E apesar de estar anos luz atrás da cidade vizinha, Divinópolis tem, sim, motivos para comemorar. Chegou mais uma doação fresquinha para dar continuidade às obras da Apac. E vem novamente do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, por meio da direção local do Fórum, que já havia realizado duas doações, no valor de aproximadamente R$ 1 milhão. Uma reunião na próxima semana discute o andamento das obras. Seja qual valor for, não somente as pessoas que estão à frente desta empreitada, como José Levi, agradecem, mas toda comunidade.

Virou palhaçada

Diria até mais: nojento. “Filhinhos de papai” sentarem em uma mesa de um lugar mega chique, encher a cara de cerveja ou algo mais e gravar vídeos cometendo bullying e xenofobia.  O último exemplo é um vídeo que circula pelas redes sociais desde a tarde da última terça-feira e vem causando polêmica devido a comentários absurdos sobre as regiões Norte e Nordeste do Brasil. Nas imagens, rapazes comemoram a vitória do presidente Jair Bolsonaro (PSL). "Ele (Bolsonaro) falou que é o seguinte: agora é faca na caveira. A gente não vai mais suportar esse pessoal do Acre, de Roraima, do Norte", afirma um dos rapazes.

Tem mais

Outro, que veste a camisa Atlético, completa: "Essa galera do Nordeste tem que parar de gastar o dinheiro que o Sudeste produz". Em seguida, o rapaz que começou o vídeo concorda: "Exatamente, a gente tá cansado de produzir e aí vai lá e mula e aí vai lá, não sei o que, não tem água...", declara. A gravação dura 30 segundos, e o mais interessante é que o pai de um dos rapazes tem uma empresa pernambucana que atua nos estados de Alagoas e Ceará. Quanta contradição e mediocridade.

Leite derramado

Depois do grande estrago e repercussão, um deles divulgou uma nota em que pede desculpas pelas declarações, as quais classificou como uma brincadeira “infeliz e de péssimo gosto”. Agora não venha chorar pelo leite derramado. Não é possível retorná-lo ao copo. Simples assim!

 

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