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Rafael Camargos

Após três semanas, a Polícia Militar (PM) encerrou na sexta-feira, 4, a operação “Inquietação”. Com uma redução de 28,44 % no número de roubos, segundo o balanço divulgado ontem, 9, pela própria polícia, um crime que têm se tornado comum na rotina do divinopolitano e ainda é muito complexo de ser combatido é o homicídio.

O comandante do 23° Batalhão, tenente-coronel Marcelo Augusto dos Santos, conversou com o Agora sobre o assunto e revelou a dificuldade da polícia em exterminar este tipo de crime.

Segundo ele, a maioria das vítimas está envolvida de alguma maneira com o tráfico de drogas e revela que A PM iniciará nos próximos dias outra operação com o objetivo, mais uma vez, de combater os homicídios.

A ação teve como objetivo principal potencializar as ações preventivas e repressivas que já são executadas durante o dia e a noite pela polícia, priorizando a visibilidade e a presença policial em regiões e horários de maior incidência criminal.

Números 

No período, foram contabilizadas 73 prisões e apreensões de suspeitos por crimes diversos. Além das prisões, houve também apreensão de armas e munições. Segundo a PM, cinco armas e 31 munições de diversos calibres foram aprendidas. Outras três réplicas de revólveres usados pelos criminosos em roubos e furtos também foram recolhidas.
Durante as três semanas de operação, os militares também montaram ações estratégicas em pontos de tráfico de drogas. Tal fato, fez com que a “Inquietação” tirasse de circulação uma parcela das drogas.

Com isso, foram apreendidas 120 buchas e 430 gramas de cocaína; 34 buchas e 27 tabletes de maconha e 78 pedras de crack.

Carros usados na ação dos bandidos também foram apreendidos, foram 7. Duas bicicletas e duas TV’s foram apreendidas.
Ao todo, 6.653 pessoas foram abordadas, 3.842 veículos fiscalizados e 140 veículos removidos por infrações de trânsito.

Redução

Houve ainda, no mês passado, a redução de 28,44% do número de roubos comparados ao mesmo período de 2016, segundo a PM.

Ainda de acordo com o comandante, essas operações vão além do policiamento ordinário, empregado diariamente, seria um esforço extra da corporação para que a população fique segura.

— Essa redução deve-se a esse esforço. Tentamos cumprir mandados de prisão e prender pessoas envolvidas no crime. Entendemos que esta operação cumpriu com a missão — disse.

Difíceis

Questionado sobre os cinco homicídios que ocorreram na cidade durante as três semanas de operação, com dois deles na última terça-feira, 8, ele enfatizou que as vítimas estão relacionadas ao tráfico de drogas e que crimes de homicídio são mais difíceis de prevenir.

—Estamos planejando uma operação para os próximos dias, mas de certa forma essas mortes por homicídio são todas pessoas que se envolveram no mundo do crime e a conta (a se pagar) é muito cara — ressaltou Marcelo Augusto.

— As ocorrências de homicídios são mais complexas e mais difíceis de prevenir. Por outro lado, não tivemos nenhuma vítima de latrocínio e isso impacta na tranquilidade das pessoas — fala.

O comandante ainda que ressalta que a redução dos crimes é um resultado a ser comemorado e tem um impacto positivo na sociedade.

 

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