Preto no Branco - 16/8/18

Saidão

Popularmente as saídas temporárias dos presidiários começaram a ser conhecidas como saidões, um “abrasileirado” que se tornou vocábulo e hoje é muito conhecido não somente no criminal, mas principalmente no meio do público. Temerárias, estas saídas contemplam presos que possuem bom comportamento por algum tempo. Em quase todas, pelo menos um bandido comete um crime grave, como aconteceu em Brasília.

Esse tipo...

...de política jurídica ou chicana como costuma se dizer no popular é que arrocha mais ainda o brasileiro no seu medo constante de ser assaltado a qualquer hora, pois o bandido sai da prisão querendo dinheiro para farrear e só consegue assaltando. Não sei de onde isso foi copiado, se existe em algum país ou se é uma tentativa de reabilitação do condenado. Já está mais que provado que não é uma boa alternativa. Os códigos e leis brasileiras precisam passar por uma lavagem ampla, geral e irrestrita. Criminoso deve pagar pelo seu crime e não ser solto com uma ordem onde a polícia não tem como saber o que fazer, já que a Justiça não tem condição de fornecer tornozeleira eletrônica para todos os presos em liberdade. Além de não ter dinheiro para comprá-las.

"De ofício"

Recém empossada como presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a ministra Rosa Weber bate o pé e diz que um candidato pode ter o registro indeferido "de ofício", sem provocação do Ministério Público, candidatos ou partidos, se não tiver condição de elegibilidade.

Questionada sobre os prazos para o tribunal analisar o registro do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, oficializado ontem, a ministra afirmou que a Justiça tem "prazos e normas". Lula foi condenado em segunda instância e está preso.

Quem pode

Para a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, "é tarefa da Justiça Eleitoral anunciar ao eleitor, o quanto antes e com segurança jurídica, quem são os reais concorrentes, os que têm capacidade eleitoral passiva e podem ser votados, segundo a lei vigente".

Pesquisas interessantes

Registrada no TSE, com o número BR 02891/2018, uma pesquisa do instituto Paraná, autorizava que uma mesma pessoa votasse em duas alternativas. Poderia ser para dois candidatos ou em brancos e nulos por exemplo. Os números não mostraram nenhuma surpresa em relação a vários outros que têm sido colhidos por outros institutos. Bolsonaro sai na frente com 43%, em segundo Alkmim com 27%, Ciro 21% e Marina, 20%. Se dividir por dois, como seria natural, os números melhoram a situação de praticamente todos e Bolsonaro ficaria com 21,5%, Alckmin com 13,5%, Ciro com 10,5% e Marina com 10%. Os números indicam, por enquanto, que haverá um segundo turno.

Quem não se...

...interessa por pesquisas ou diz isso “por dizer” são os candidatos que estão distantes nos números e que sempre põem defeito neles.

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