Presidente do Conselho de Saúde acusa Gestão de perseguição

Warlon Carlos usou a Tribuna e expôs situação; Executivo alegou que informações não procedem

Maria Tereza Oliveira

Os problemas do Município com a área da Saúde são muitos, mas parece que a cada dia são multiplicados. O presidente do Conselho Municipal de Saúde, Warlon Carlos, levou à Tribuna ontem uma suposta perseguição por parte da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) e evidenciou ainda mais a crise. A Prefeitura rebateu a acusação e negou que haja perseguição. Warlon também comentou o empréstimo aprovado pela Câmara neste mês.

Além disso, o presidente levou ao conhecimento dos vereadores quais foram os resultados das deliberações do conselho na última quarta-feira, 25.

Resultados

Conforme destacou Warlon, foi decidido pelo conselho a aprovação de amplo escopo no Complexo de Saúde São João de Deus (CSSJD) enquanto prestador de serviços do Sistema Único de Saúde (SUS).

— Principalmente no que diz respeito à nefrologia. Além disso, são englobadas as emendas parlamentares conforme solicitado em plenário e demais prioridades a serem definidas em uma reunião com a comissão de prestação de contas, com as diretorias de vigilância sanitária e de urgência e emergência — revelou.

Outra deliberação foi referente à constituição de um procurador para o Conselho de Saúde.

— Uma vez que há alguns questionamentos da eleição do conselho, algumas perseguições — justificou em tom enigmático.

Perseguição?

Ainda no tema, o presidente do conselho alegou que o fórum está passando por muitas dificuldades, inclusive tendo de lidar com perseguições.

— Isso pode ser considerado um possível crime, o qual a gente vai levar para quem tem de investigar para apurar. Vou explicar: enquanto membro do conselho, ao longo do mandato anterior, lidei várias vezes com tentativas da Gestão atual de me tirar do meu cargo. Agora fui reeleito presidente pela Sociedade de São Francisco de Paula. E pasmem: o secretário de Saúde, acredito que atendendo ao anseio da Gestão, dando continuidade às perseguições, enviou seu motorista para pressionar quem me indicou a me tirar do cargo — acusou.

Warlon disse que acha a situação absurda e que as tentativas de tirá-lo do cargo continuam.

— Mandaram uma denúncia anônima para o Rio de Janeiro na central. Eles [Gestão] querem me tirar a qualquer custo. Deixo claro: não vou deixar o Conselho de Saúde, mas vou deixar a Sociedade de São Francisco de Paula por perseguição. No entanto, antes de sair, irei investigar essa situação — alertou.

Outro lado

A reportagem questionou a Prefeitura sobre as acusações. O Executivo afirmou respeitar a importância da atuação do conselho como partícipe fundamental no planejamento das políticas voltadas para a Saúde Pública local.

— A Prefeitura jamais se dispôs a interferir em sua dinâmica interna de atuação, haja vista a necessidade de garantia da autônoma atuação de cada um de seus integrantes — destacou.

No entanto, de acordo com o Executivo, é dever da Administração, que também o integra o conselho, mas na condição de gestora, zelar pela regularidade de sua constituição e apurar eventuais defeitos de representação de parte de qualquer um de seus membros.

— Neste sentido, e para longe do que se poderia chamar de "perseguição", o que está em curso é a verificação da regularidade e da legalidade da representação da pessoa do presidente do conselho, nada mais, com vistas à definição das providências eventualmente cabíveis — justificou.

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