Presidente de CPI considera que depoimento de Vladimir foi 'pouco produtivo'

Ricardo Welbert

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) aberta na Câmara de Divinópolis para apurar indícios de irregularidades na prestação de serviços pela Companhia de Saneamento (Copasa) ouviu ontem à tarde o ex-prefeito Vladimir Azevedo (PSDB). O político foi convocado pelo presidente da comissão, vereador Sargento Elton (PEN), porque contratos entre a Prefeitura e a Copasa foram assinados durante a gestão do tucano.

Vladimir foi o único a ser ouvido nessa rodada de oitiva. A audiência começou às 13h30 e durou cerca de uma hora e meia. Durante o interrogatório, o ex- chefe do Executivo respondeu a algumas perguntas. Em alguns casos, disse apenas que não sabia do que se tratava ou que já havia abordado os fatos em respostas anteriores.

Na opinião de Sargento Elton, essa rodada não foi tão produtiva como era esperado. Segundo ele, os relatos de Vladimir pouco acrescentam ao processo.

Ele diz que se tratou de cumprimento protocolar de uma parte obrigatória.

— Ele respondeu a algumas perguntas e em outras disse que não se lembrava ou que não sabia do que se tratava. Na maioria das vezes ele disse que não sabia — comentou.

Contrato

Ao ser perguntado se tinha conhecimento dos recentes relatos de problemas no serviço prestado pela Copasa na cidade e nas denúncias de descumprimento de partes do contrato com o Município, o ex-prefeito confirmou. Em seguida, ele foi questionado se prorrogaria o contrato com a empresa se ainda fosse o prefeito.

—Ele respondeu que não prorrogaria devido aos constantes problemas — detalhou o vereador.

Sobre a afirmação feita pela Agência Reguladora de Serviços de Abastecimento de Água e de Esgotamento Sanitário do Estado (Arsae) de que desde 2013 a Copasa opera em Divinópolis sem licença ambiental, o ex-prefeito repetiu que não sabia e que por a fiscalização disso cabe à Arsae.

—Não foi uma reunião muito proveitosa. Eu precisei ouvir o Vladimir porque precisava constar na ata, pois o nome dele é um dos mais citados pelos outros depoentes. Ele demonstrou tranquilidade, mas consultava anotações. Em algumas questões, alegou que já tinha respondido e não queria entrar em contradição ao responder perguntas parecidas — comentou.

A reportagem tentou contato por telefone com Vladimir Azevedo, em busca de um posicionamento, porém, não conseguiu.

Próxima fase 

Na sexta-feira, 15, serão ouvidos representantes da Copasa. Já na quarta-feira, 20, deverão ser ouvidos procuradores da atual gestão municipal, que foram convocados. Também deverá ser ouvido o prefeito Galileu Machado (PMDB), que foi convidado.

 

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