Presidente da Fiemg fala sobre a situação de Minas Gerais

 

Da Redação

A situação do Estado tem sido motivo de reclamações, protestos, reuniões e descontentamento por parte de alguns sindicados. Entidades e outras organizações, além, é claro, de associações, como a AMM, também não deixam para trás.

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Flávio Roscoe, por exemplo, distribuiu um manifesto sobre a situação de Minas e do Brasil e a expectativa com os novos governos.

— A indústria mineira está otimista e trabalha com boas expectativas em relação à gestão do governador Romeu Zema, que, entendemos, assume com clara consciência do que precisa ser feito para que Minas Gerais volte a crescer e para que as pessoas recuperem os empregos perdidos, no Brasil, são cerca de 13 milhões de trabalhadores e, em Minas, certamente mais de 1 milhão de desempregados. O governador também tem o senso de urgência que o momento impõe. Acreditamos, sim, no presente e no futuro. Afinal, nenhuma crise é maior que os mineiros, e Minas precisa seguir em frente — analisa Flávio Roscoe.

Crescimento

A retomada do crescimento econômico do Estado, segundo Flávio, precisa necessariamente, ser sustentada por dois pilares principais: o saneamento das finanças públicas. Em seu discurso de posse, o governador Zema disse que, se nada for feito, o déficit nas contas públicas chegará a R$ 30 bilhões este ano.

— O segundo pilar é o de sustentação do processo de retomada do crescimento da economia mineira —detalhou Roscoe.

Tributos

A questão tributária é outro desafio a enfrentar, na opinião do presidente.

— Atualmente, antes mesmo de abrir as portas, empreendedores que se disponham a criar um novo negócio são sufocados pela perspectiva de ter que encarar mais de 90 tipos de impostos que geram enormes custos burocráticos e acabam por afugentar investidores, reduzir a competitividade das empresas e travar a atividade econômica. Vale lembrar, igualmente, que quem paga impostos são os cidadãos, as famílias, a sociedade — delineou o presidente.

Reformas

Enfim, para que se confirmem as previsões de crescimento da economia do Brasil e de Minas Gerais, segundo Flávio Roscoe, é preciso fazer reformas estruturais que vêm sendo postergadas há muitos anos, nos campos fiscal, tributário, das relações trabalhistas e Previdência Social.

— A mais importante e urgente, sem dúvida, é a reforma da Previdência, inclusive nos estados — enfatizou Flávio.

Mudanças

Para finalizar, Flávio diz que não se deve, no entanto, colocar sobre os ombros dos novos governantes toda a responsabilidade pelas mudanças que precisam ser feitas.

— A participação da sociedade é fundamental para dar o tom e o ritmo das reformas e das mudanças que são necessárias e urgentes para transformar o país e os estados. Somos todos responsáveis — concluiu.

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