Prego no angu

O deputado estadual Fabiano Tolentino (PPS) está firme na dobradinha com o vereador Cleitinho Azevedo (PPS). Na teoria, tudo certo: o primeiro sai a federal e o segundo a estadual. Na prática, porém, pairam dúvidas sobre a firmeza de Cleitinho.

 Baixa voltagem

 Experiente e já em plena campanha, Tolentino correu para divulgar a dobradinha após a convenção do PPS em Belo Horizonte no dia 10 de março. Já Cleitinho... Bem, o elétrico vereador ficou na dele. Nada de vídeo nas redes sociais. Nem discurso empolgado na Câmara.

 ‘Dobrei nada’ 

Dia 12 de março, Cleitinho foi interpelado por uma repórter do Agora sobre o acordo. Com sua sutileza habitual, respondeu nestas palavras: “Esse negócio de dobradinha foi tendência dos outros. Eu não dobrei nada com ele. Só que lá no partido eu não tenho força para sair a federal”.

 Terra com lei 

O Agora noticiou ontem o caso de um homem que ofendeu a PM no Facebook e acabou preso por desacato. Fica a dica para quem acha que rede social é terra sem lei.

Fake news em campo

 O Guarani se tornou vítima de notícia falsa no fim de semana. Um site chamado “Futebol do Interior” veiculou nota “informando” que o volante Kauê teria criticado a torcida do Uberaba. A diretoria não deixou por menos: “Em contato com o atleta e com responsáveis pelo site foi verificado que se tratava de uma fake news”.

 É crime

Ao Guarani, o proprietário do site prometeu tomar providências para identificar o autor da falsa notícia, por se tratar de um crime. Kauê desmentiu a postagem e declarou seu respeito por toda a torcida do Uberaba, clube pelo qual atuou no ano passado.

 Lá é diferente 

A Cemig anunciou ontem ter doado toda a iluminação do estádio da cidade de Dores do Indaiá. O time de lá, o Vila, não disputa nenhum torneio profissional no momento. Em Divinópolis, o Guarani teve de arcar com todos os custos.

 Sem luz, sem estádio

 Em dificuldades, o Guarani teve de mandar seus jogos noturnos em Nova Serrana no ano de 2013. Motivo: iluminação precária. Nenhum político – local ou de fora – moveu uma palha para resolver o problema.

Custos 

Por volta de 2013, o Bugre gastou R$ 40 mil para consertar a iluminação. Por ano, gasta atualmente R$ 15 mil para mantê-la.

 Em alta 

Números do Ministério do Trabalho reforçam uma certeza: o setor de serviços é o carro-chefe do emprego em Divinópolis. Já descontadas as demissões, foram 380 vagas criadas em 12 meses (fevereiro a fevereiro). Em segundo, aparece a indústria com 232.

 Em baixa 

Construção civil e comércio demitiram mais do que contrataram: -78 vagas e -179 vagas, respectivamente, em 12 meses. Em fevereiro, outro tombo: -17 e -82. 

Menos mal 

O alento é que, no geral, Divinópolis está com saldo positivo: 370 em 12 meses e 155 em fevereiro. Pouco para uma cidade deste porte. Muito para um município ainda em recuperação após três anos de crise.

Por Flávio Roberto Pinto (interino).

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