Prefeitura deve quase  R$ 4 milhões à Educação

 

Maria Tereza Oliveira

Após uma semana com 100% das escolas municipais em greve, alunos e servidores parecem sem solução para os problemas. A greve é em decorrência dos salários atrasados e parcelados.

De acordo com a Prefeitura, faltam R$ 3.637.084,50 referentes aos pagamentos dos meses de setembro e outubro aos servidores da Educação.

Os atrasos se arrastam por meses e a situação pode acarretar inúmeras consequências, principalmente para os alunos.

Greve

A situação dos servidores da educação com os salários atrasados se arrasta há meses. Em setembro a educação chegou a adotar a operação “tartaruga”, mas após alguns dias, normalizaram os trabalhos.

No último dia 5, a categoria voltou a adotar a operação “tartaruga”, mas visto que os salários continuaram atrasados, no dia 8 a maioria das escolas municipais começou a greve geral, que a partir do dia 12 teve adesão de 100% das instituições.

A categoria tem como principal causa, os atrasos nos repasses do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) do Estado para o Município.

Sem entrar em consenso com os professores, a Administração que só poderá colocar os salários em dia quando os repasses estaduais chegarem.

Sintemmd

Esta segunda-feira foi um dia cheio de compromissos para os profissionais da educação. De acordo com o diretor de comunicação do Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Divinópolis (Sintemmd), Gleidson Rogério de Araújo, durante a manhã a categoria se reuniu com os vereadores e pediram apoio.

— Solicitamos que não seja votado na Câmara nenhum projeto que altere leis que regem os servidores bem como projetos relacionados à Segregação de Massa do Instituto de Previdência dos Servidores do Município de Divinópolis (Diviprev), Plano de Cargos e Carreiras (PCCS) da Educação, e nenhum outro de cunho voltado a categoria — revelou.

À tarde foi a vez dos servidores se encontrarem com a secretárias de Administração e da Fazenda, além do tesoureiro da Prefeitura.

— Fomos informados que não há previsão de pagamento, com as mesmas justificativas de antes — explicou.

Fechando o dia, à noite, foi realizada uma assembleia onde foram debatidas medidas que o movimento tomaria.

Vereadores

Após o encontro com a categoria, os vereadores se comprometeram a apoiar e manter a decisão de não votar projetos da Educação na Casa, e, para firmar o compromisso enviarão um ofício com a assinatura dos parlamentares para informar o Executivo da decisão.

Prefeitura

A reportagem procurou a Prefeitura para esclarecer alguns pontos da situação. De acordo com o Executivo, a principal consequência da greve na reta final do ano letivo é que, além de prejudicar os alunos, as aulas precisaram ser repostas para completar o calendário escolar.

A Prefeitura afirmou também que ainda aguarda o repasse do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) para realizar os pagamentos.

Como fica o 9º ano?

No que diz respeito ao alunado, a principal preocupação é a transição dos alunos que vão sair do Ensino Fundamental para o Ensino Médio.

O problema é que nas escolas municipais não tem o 2º grau e, os alunos do 9º ano, irão mudar de rede de ensino: Estadual, particular ou Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Cefet).

Isso diminui as chances destes alunos conseguirem ingressar no Cefet, por exemplo, já que mesmo sendo aprovados, eles não teriam concluído o Ensino Fundamental. Com isso, os alunos temem perder o próximo ano escolar.

O Agora questionou se a Prefeitura já se atentou a este problema e se já pensa em alternativas para evitar que estes alunos percam um ano letivo, entretanto, não obteve resposta.

 

 

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