Prefeito de Pará de Minas decreta emergência

Da Redação

 O prefeito de Pará de Minas, Elias Diniz (PSD), decretou situação de emergência no município. No decreto, o prefeito lembra que o manancial do rio Paraopeba, que passa pelo município, é a principal fonte de captação de água para abastecimento da população de cerca de 100 mil habitantes. Segundo Diniz, por esse motivo, Pará de Minas, em termos de densidade demográfica, é o município mais afetado pela contaminação do afluente, em razão do rompimento da Barragem B1 da Vale na em Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte.

— O decreto é preventivo, mas é proativo. É preventivo no sentido de já se poder fazer uma análise com um plano de ação e, ao mesmo tempo, tomar providências como um reservatório regulador temporário. Uma vez que o próprio estado decretou calamidade, vamos aproveitar que em alguns lugares não precisa ter a outorga e fazer a captação e o abastecimento desse reservatório, para que em um segundo momento, se ele for insuficiente, no período de estiagem, a Vale terá que tomar providências para que tenhamos uma adutora — explicou o prefeito.

 Monitoramento

 O prefeito explicou ainda que existe monitoramento de 24 horas no Paraopeba e que, desde o dia 29 passado, a empresa Águas de Pará de Minas não faz mais captação da água no local.

— Mesmo assim, continua-se com o monitoramento, segundo o qual, até o momento, os índices apresentados estão dentro das normas — disse o prefeito.

 Ele ressaltou que as avaliações estão em conformidade com as portarias encaminhadas pela Agência Nacional de Águas (ANA) e pela Secretaria de Meio Ambiente de Minas Gerais.

— Mas, por orientação do próprio estado, evitamos o procedimento de captação e demos orientação aos ribeirinhos e fazendeiros que fazem uso da água — completou.

Diniz não descartou a possibilidade de acionar a Vale, caso seja necessário, para que forneça água potável às pessoas que precisarem, mas destacou que agora é preciso deixar a população tranquila.

— O prefeito tem que ter responsabilidade e transparência junto à população, tomando todas as medidas preventivas. Isso aqui são atos preventivos para que não haja falta d'água e para que a cidade seja abastecida com água de qualidade — arrematou.

 Desapropriações

 O decreto, assinado nesta segunda-feira. 4, também permite ao município fazer desapropriações e indenizar as pessoas atingidas pelos reflexos do rompimento da barragem. Segundo o prefeito, as indenizações teriam que ser acertadas com a companhia, por meio de processo amigável ou, se não for possível, por via judicial.

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