Preço do leite aumenta mais de 30% nas gôndolas

Fornecedor explica que cadeia sofreu alteração; média foi de 34%

Da Redação 

O mês de junho chegou com o preço do leite tendo aumentos sucessivos nas gôndolas dos supermercados. No início do mês, para se ter uma ideia, o litro do leite de caixinha (UHT) podia ser encontrado na faixa de R$ 2,39 a R$ 2,59, conforme a marca e sua composição, se integral ou desnatado, em média o mesmo preço do leite, tipo C, em saquinho. Porém, no decorrer dos dias, o valor foi subindo aos poucos, para desespero do consumidor.

Nesta semana, a comprovação. O preço praticado nas gôndolas já gira em torno de R$ 2,69 a R$ 3,49, também conforme a marca e textura. Em se tratando dos maiores preços praticados, o aumento chega a 34%. Isso sem falar nos leites sem lactose, na faixa de R$ 4,28. Seus derivados não ficaram para trás, também tiveram seus preços elevados, em média na mesma proporção.         

Preços 

A Associação Mineira de Supermercados (Amis) indica que o preço final que chega ao consumidor teve elevação por um aumento de custo de toda a cadeia produtiva dos fornecedores. 

— Sentimos uma pressão no preço, em especial os lácteos, como queijo e leite longa vida, além de feijão, ovos, arroz e óleo. O fornecedor tem explicado que sua cadeia sofreu alteração e, em função disso, houve a mudança. O deslocamento teria ficado mais caro, até pelo retorno acontecer com os veículos vazios, algo que não era comum. Continuamos conversando com os fornecedores em busca deste maior equilíbrio, negociando permanentemente para que possam preservar, ao máximo, os preços — explicou o presidente executivo da Amis, Antônio Claret Nametala.

Transparência 

A associação deixa claro que os supermercados não tiveram ganhos em suas margens, repassando ao consumidor o aumento proporcional. 

— Não há motivo nem clima para essa alteração além da conta. Temos orientado as nossas filiadas, inclusive, a manter as notas de compra para comprovação, se necessário, da preservação desta margem. Foi uma orientação que recebemos em contato com o Governo Estadual e também o Procon — detalha Claret.

Alternativa

A entidade faz um alerta para os consumidores sobre os aumentos de preços dos fornecedores em meio à pandemia, orientando-os a trocar marcas por opções mais baratas ou substituir itens por similares. 

— Nossa sugestão é que o consumidor faça substituição de marcas ou itens se for possível, é sempre uma alternativa interessante quando se tem excesso de procura, isso ajuda a segurar o preço. Também indicamos que se evite a estocagem. Se houver uma alta demanda, o preço vai aumentar. É uma questão de mercado — esclarece. 

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