Preço do feijão dispara

Alta se deve ao clima, que afetou safras de importantes estados

Da Redação

O preço do feijão está cada dia mais caro nas gôndolas dos supermercados nos últimos dias. Uma alta que vem aos poucos, dia após dia, minando a economia do consumidor. Nutriente indispensável na mesa do brasileiro e principal ingrediente na dupla com o arroz, o feijão teve alta por causa do clima, afirma o Instituto Brasileiro de Feijão e Pulses (Ibrafe), que relata problemas nas safras de três importantes estados produtores: Paraná, que sofreu com estiagem; Santa Catarina, com geada; e Minas Gerais, com excesso de chuvas.

Além disso, com o avanço da pandemia, muitos consumidores foram aos mercados e compraram em volumes. 

— Desta forma, a lei que rege o mercado, a da oferta e da procura, desencadeou a alta do produto — disse o gerente de um supermercado, Walter Wagner. 

Preços

Um dos mais consumidos no Brasil, o feijão carioquinha, em um supermercado ontem, era comercializado a R$ 8,99, mesmo preço do jalo e rosinha. Já o feijão vermelho era vendido a R$ 8,49. E em época de frio, quem não gosta de uma tradicional feijoada? O principal produto do prato, o feijão preto, era vendido ontem a R$ 6,99. 

Arroz

Já o preço do arroz agulhinha, pacote de quilo quilos não apresentava margem tão alta de valores, se mantendo na média dos últimos meses, comercializado entre R$ 14,98 e R$ 18,99, conforme a qualidade e marca. 

 — A tendência é que os preços do feijão se estabilizem a partir do segundo semestre e voltem a patamares anteriores. Já o arroz deve se manter ao longo do ano, oscilando de acordo com a demanda, mas sem grandes altas — avaliou o gerente Walter Wagner.

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