Precisa morrer

Preto no Branco

Palavras duras e difíceis de se ouvir? Não resta dúvida. Mas é exatamente isso que dezenas de famílias estão ouvindo em alguns municípios de Minas Gerais, vindo de médicos e profissionais de saúde. Resposta que vem na ponta da língua, quando questionam sobre uma possível vaga no CTI para um parente que está na fila de espera. É assustador, mas real. Para uma paciente que tem seu estado agravado conseguir um leito, outro precisa morrer. Realidade nua e crua!

Vai entender 

No Brasil, acontece umas coisas que “nem Freud explica”. Enquanto milhares de pessoas sonham em tomar a vacina contra a covid-19, temendo um possível contaminação e até a perda da vida, mais de um milhão que receberam a primeira dose, não foram se imunizar com a segunda. Pelo menos foi o que informou a Coordenação do Programa Nacional de Imunizações (PNI), nesta terça-feira. Segundo os números, 1,5 milhão de pessoas já poderiam ter tomado a segunda dose. Ou não acreditam na eficácia do imunizante ou crêem que apenas uma dose é suficiente. Vai entender a cabeça do brasileiro.

Três dia sem 

Uns não vão e outros não tem. Certamente, Divinópolis tem pelo menos um caso de alguém que não foi tomar  a segunda dose. A inicial, muitos faltaram no primeiro sábado de vacinação no Divinópolis Clube, conforme a própria Prefeitura. Entre este vai, não vai, não chega, o Município, teve que suspender a vacinação no restante desta semana.  A justificativa é a falta do imunizante que não é suficiente para as aplicação previstas para ontem, hoje e amanhã. A Prefeitura afirma esperar regularizar em breve. A população também, especialmente àquela mais vulnerável que paga caro aos governos por uma saúde adequada e não tem a contrapartida. 

Mais letal 

A exemplo do restante do País, o número de mortes por covid-19 em Divinópolis não para de subir. Abril já é de longe o mês mais letal desde o início da pandemia, em março de 2020. Se antes, dezembro do ano passado, janeiro e fevereiro de 2021, já eram preocupantes, os dois próximos meses seriam assustadores. Para se ter uma ideia, em todo mês de março passado, foram confirmadas 51 mortes. Abril chega a sua metade hoje, mas até ontem, 14, o número de vidas perdidas para a doença já chegava a 75. Vale ressaltar que quando se diz confirmadas, não quer dizer que os pacientes morreram naquele mês, mas sim a quantidade que é divulgada todos dos dias pela Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) em seu boletim diário. No entanto, sendo confirmados ou registrados, a estatística é alarmante.

Estava demorando 

Quando o prefeito Gleidson Azevedo (PSC) publicou o decreto número 14.298/21, flexibilizando alguns setores da economia, chamou a responsabilidade para si. O documento não ficou claro e, logo, depois foi divulgada uma nota explicativa com os nomes de todos os estabelecimentos que poderiam funcionar e seus respectivos horários.   E foi exatamente esta nota que a Justiça mandou suspender imediatamente, a pedido do Governo do Estado, ou seja, assim que a Prefeitura fosse notificada, tinha que determinar a suspensão.  A decisão judicial determina ainda que o Município proíba imediatamente as atividades não essenciais, segundo o que preconiza o plano Minas Consciente para onda roxa. A Prefeitura afirma que seguirá fielmente a ordem, mas a Procuradoria Geral do Município analisa impetrar recurso da referida decisão. O direito de se defender, quando não se concorda com a decisão é permitido a todos, porém, neste caso pode ser um desperdício de tempo e argumentos. O protocolo do Estado é claro, tanto quando instrui o que os municípios têm que fazer, como ao informar o que pode ocorrer com a prefeitura que descumprir. Ninguém é bobo de fazer isso, tanto que a partir de hoje, a ordem é lacrar as portas.


Palavras duras e difíceis de se ouvir? Não resta dúvida. Mas é exatamente isso que dezenas de famílias estão ouvindo em alguns municípios de Minas Gerais, vindo de médicos e profissionais de saúde. Resposta que vem na ponta da língua, quando questionam sobre uma possível vaga no CTI para um parente que está na fila de espera. É assustador, mas real. Para uma paciente que tem seu estado agravado conseguir um leito, outro precisa morrer. Realidade nua e crua!

Vai entender 

No Brasil, acontece umas coisas que “nem Freud explica”. Enquanto milhares de pessoas sonham em tomar a vacina contra a covid-19, temendo um possível contaminação e até a perda da vida, mais de um milhão que receberam a primeira dose, não foram se imunizar com a segunda. Pelo menos foi o que informou a Coordenação do Programa Nacional de Imunizações (PNI), nesta terça-feira. Segundo os números, 1,5 milhão de pessoas já poderiam ter tomado a segunda dose. Ou não acreditam na eficácia do imunizante ou crêem que apenas uma dose é suficiente. Vai entender a cabeça do brasileiro.

Três dia sem 

Uns não vão e outros não tem. Certamente, Divinópolis tem pelo menos um caso de alguém que não foi tomar  a segunda dose. A inicial, muitos faltaram no primeiro sábado de vacinação no Divinópolis Clube, conforme a própria Prefeitura. Entre este vai, não vai, não chega, o Município, teve que suspender a vacinação no restante desta semana.  A justificativa é a falta do imunizante que não é suficiente para as aplicação previstas para ontem, hoje e amanhã. A Prefeitura afirma esperar regularizar em breve. A população também, especialmente àquela mais vulnerável que paga caro aos governos por uma saúde adequada e não tem a contrapartida. 

Mais letal 

A exemplo do restante do País, o número de mortes por covid-19 em Divinópolis não para de subir. Abril já é de longe o mês mais letal desde o início da pandemia, em março de 2020. Se antes, dezembro do ano passado, janeiro e fevereiro de 2021, já eram preocupantes, os dois próximos meses seriam assustadores. Para se ter uma ideia, em todo mês de março passado, foram confirmadas 51 mortes. Abril chega a sua metade hoje, mas até ontem, 14, o número de vidas perdidas para a doença já chegava a 75. Vale ressaltar que quando se diz confirmadas, não quer dizer que os pacientes morreram naquele mês, mas sim a quantidade que é divulgada todos dos dias pela Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) em seu boletim diário. No entanto, sendo confirmados ou registrados, a estatística é alarmante.

Estava demorando 

Quando o prefeito Gleidson Azevedo (PSC) publicou o decreto número 14.298/21, flexibilizando alguns setores da economia, chamou a responsabilidade para si. O documento não ficou claro e, logo, depois foi divulgada uma nota explicativa com os nomes de todos os estabelecimentos que poderiam funcionar e seus respectivos horários.   E foi exatamente esta nota que a Justiça mandou suspender imediatamente, a pedido do Governo do Estado, ou seja, assim que a Prefeitura fosse notificada, tinha que determinar a suspensão.  A decisão judicial determina ainda que o Município proíba imediatamente as atividades não essenciais, segundo o que preconiza o plano Minas Consciente para onda roxa. A Prefeitura afirma que seguirá fielmente a ordem, mas a Procuradoria Geral do Município analisa impetrar recurso da referida decisão. O direito de se defender, quando não se concorda com a decisão é permitido a todos, porém, neste caso pode ser um desperdício de tempo e argumentos. O protocolo do Estado é claro, tanto quando instrui o que os municípios têm que fazer, como ao informar o que pode ocorrer com a prefeitura que descumprir. Ninguém é bobo de fazer isso, tanto que a partir de hoje, a ordem é lacrar as portas.

 

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