Prato Rural acerta últimos detalhes

 

 

Jorge Guimarães 

O festival gastronômico Prato Rural abre oficialmente a 48ª Divinaexpo e ocorre entre os dias 24 e 27 de maio. O evento contará com 16 participantes. Cada um apresentará apenas uma receita. Para chegar às delícias a serem apresentadas, a organização fez uma peregrinação, até o momento, de 60 dias e mais de 380 quilômetros percorridos.

Além dos shows das duplas César & Paulinho e Renan & Rafael, no sábado, dia 26, a partir das 21h, o Jornal Agora lança mais uma edição da revista Agora Gastronomia durante o evento.

Realizado pelo Instituto Probar (Instituto da Promoção Brasileira do Alimento Regional), responsável pelos projetos da PDC (Prato da Casa), o Prato Rural é a festa popular de lançamento da Divinaexpo.

Há oito anos, o evento faz parte das festividades do rodeio de Divinópolis e permite à população o acesso às mais tradicionais comidas típicas das roças.

Delícias 

As delícias da roça serão as estrelas da festa gastronômica. Um exemplo é a comunidade Córrego do Paiol, que estreia em 2018 com a farofa de abobrinha com fígado, em estilo Queima do Alho.

A Comunidade do Choro traz a Matula de Galinha, uma receita dos tempos dos tropeiros à base de farinha de milho e galinha caipira moída apresentada em forma de paçoca prensada envolvida na própria palha do milho.

Não pode faltar o tradicional frango caipira da Comunidade do Tamboril. E diretamente da Agricultura Familiar da comunidade Inhame, as delícias do milho como pamonha, bolinho de milho verde e sucos.

Escolhas 

E quem passa bem é a organização do evento, que seleciona os pratos.

— Fui pessoalmente a todas as comunidades rurais, visitei as casas, provei pratos, mais de uma opção quase sempre. Entre uma opção ou outra, avaliamos as possibilidades de participação do prato, levando em consideração a logística de preparo, custo-benefício para o participante e outros quesitos — detalha o idealizador do evento, Gustavo Bicalho.

Entre as delícias provadas, o festival segue priorizando as receitas mais simples, de família.

— Nosso festival não é um festival de comidas gourmet. Priorizamos o alimento em sua essência simples e original. A comida de avó, de família. Nosso festival é uma homenagem à comida de raiz. De onde tudo começou — enfatiza Bicalho.

Receitas

Todo ano, a organização tem várias histórias a contar, pois a degustação gastronômica e etílica dura alguns meses antes de começar o evento.

— A Comunidade do Choro nos surpreendeu com a receita Matula de Galinha. O jovem Cristiano nos presenteou com a história de nosso povo mineiro contada em temperos. O trabalho artesanal de limpar a galinha, moer sua carne e sovar a carne junto ao milho, enquanto se beberica uma cachaça da boa. Para embalar a massa de galinha com farinha, a própria palha do milho é utilizada, formando uma espécie de pamonha — conta Gustavo.

Importância 

O Prato Rural tem como proposta ser um registro para eternizar algo que há gerações e gerações era o rotineiro no alimentar das pessoas.

— A confraternização é a busca incansável pelas raízes de nossa culinária. Nos tempos modernos, numa deturpação de valores, é possível perceber que muitas vezes o meio culinário se preocupa mais na promoção da autoimagem e acaba se esquecendo da essência de toda a culinária. O Prato Rural nestes oito anos de existência torna viva a tradição das panelas, das receitas antigas, da comida honesta — avalia o idealizador do evento.

Origens 

Depois deste intenso trabalho na busca pelas origens culinárias do estado, a organização espera proporcionar ao público mais um grande evento.

— Vamos trabalhar duro para resgatar sabores culturais da nossa raiz mineira e agradar ao nosso público ainda mais do que no ano de 2017, quando tivemos recorde de participação. Esperamos que sejam consumidos aproximadamente dez mil pratos durante o Festival Prato Rural — finaliza Gustavo Bicalho.

 

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