PPS critica declarações de Cleitinho sobre ordens partidárias e vereador rebate

Ricardo Welbert

O diretório do PPS em Divinópolis divulgou nota de esclarecimento na qual repudia declarações feitas pelo vereador Cleitinho Azevedo em discursos antes e durante a votação da proposta de reajuste do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU). Nas ocasiões, o vereador disse que votaria conforme a própria consciência, independente de qualquer pedido do partido. Foi uma referência a o que ocorreu com vereadores do PMDB local, que receberam carta do partido com ameaça para que votassem favoráveis ao reajuste, sob risco de exclusão da sigla e perda do mandato.

— O Partido Popular Socialista de Divinópolis vem informar, na pessoa do seu presidente, Fabiano Tolentino, que em nenhum momento cobrou qualquer tipo de votação dos vereadores deste partido. Portanto, as declarações do Vereador Cleiton Azevedo em sua fala na manhã do dia 29 de dezembro, quando da votação do aumento de IPTU, é infundada e inverídica — diz a nota.

Ainda segundo o partido, não cabe a Cleitinho alegar que não cumpre ordens partidárias, mesmo porque elas não existiram.

— Desde o primeiro momento da discussão deste tema, Fabiano Tolentino pronunciou contrário ao aumento do IPTU — acrescenta.

Pelo texto, cabe ao vereador ser fiel apenas à lei eleitoral, que preconiza que o vereador somente terá direito à mudança de partido sete meses antes da eleição para o cargo em questão, portanto em março de 2020, caso não queira permanecer no partido que o elegeu em 2016.

— O PPS não tem a intenção de expulsar nenhum dos nossos vereadores. Assim sendo, o discurso do vereador não condiz com nossa realidade interna partidária, mesmo porque esta presidência admira a atuação do vereador, que cumpre muito bem o seu papel Legislativo — acrescenta.

O partido conclui afirmando que em nenhum momento forçou ou forçará nenhuma votação na Câmara, mesmo que essa posição possa divergir com a do partido — o que não foi o caso do IPTU votado por Cleitinho, pois a sigla também comunga com a posição.

Outro lado

Procurado pelo Portal Agora, o vereador classificou a nota do partido como “desnecessária”.

— Acho que [a ordem para] isso venho de cima. O presidente estadual do partido deve ter pedido ele pra soltar essa nota. Meus vídeos hoje chegam muito rápido. Se prestar atenção na minha fala, verá que eu falo que “quero que o meu partido se exploda e digo que “partido nenhum em que eu estiver vai mandar no meu voto”. Que “perco a cadeira, mas não perco a honra. Em nenhuma fala eu digo que o partido me obrigou fazer alguma coisa. Digo que se um dia for obrigado [a votar ao gosto do partido], não aceito — diz Cleitinho.

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