Por concurso público, alunos e professores da Uemg protestam na Câmara de Divinópolis

Ricardo Welbert

Cerca de 200 alunos e professores da Universidade do Estado de Minas Gerais (Uemg) em Divinópolis fizeram nesta segunda-feira, 27, uma manifestação a favor da recondução automática de professores até que o Governo de Minas faça o concurso público que prometeu à instituição.

O concentração do protesto ocorreu às 18h, no quarteirão fechado da rua São Paulo, no Centro. Alguns participantes falaram sobre os riscos da descontinuidade dos projetos de pesquisa e extensão da unidade local da Uemg caso o governo insista na realização de um Processo de Seleção Simplificada (PPS), que tem duração de 2 anos.

Para o estudante de história e presidente do Diretório Acadêmico, Samuel Santiago, além da descontinuidade dos projetos, existe uma iminente possibilidade de atraso no início do semestre letivo de 2018. Ele explica que a reitoria já apresentou dificuldades na operacionalização do PSS em 2016 e 2017.

— Vários cursos da nossa unidade tiveram o início do semestre prejudicado em 2017, com disciplinas iniciando no mês de maio. Em alguns cursos, devido à incapacidade da reitoria de realizar a seleção, disciplinas foram canceladas — afirma.

O grupo seguiu em caminhada pela avenida Getúlio Vagas, onde fez um ato simbólico em frente à sede regional da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão de Minas Gerais (Seplag). A manifestação terminou na praça da Catedral.

Manifestantes afixam faixas na fachada da Câmara (Foto: André Luis/Arquivo pessoal)

Ocupação

Desde o dia 23 de novembro estudantes ocupam as diretorias acadêmica e administrativa da unidade. Eles decidiram em assembleia. Cerca de 800 alunos participam do movimento. Foi deliberado por maioria dos votos que a diretoria ficaria ocupada por tempo indeterminado.

Ainda segundo Samuel Santiago, a decisão foi tomada pelo sucateamento vivenciado na universidade. Até o presente momento não aconteceu o concurso público para o provimento das vagas do corpo docente. O movimento acredita que o PSS não é benéfico à manutenção e construção da universidade.

— Entendemos ainda que o PSS para o provimento de todas as vagas fere profundamente o decreto de absorção das fundações, pois ele garante a estabilidade do corpo docente até que o concurso público aconteça — informou.

Os alunos questionam que, ao ferir o decreto, não garantindo a estabilidade docente, eles não têm garantias. Eles ressaltam ainda que querem uma universidade pública e não apenas gratuita.

Grupo se manifesta no cruzamento da avenida 1º de Junho com rua São Paulo, no Centro (Foto: André Luis/Arquivo pessoal)

Prejudicial

De acordo com o presidente, foi decidido que a ocupação seria somente no setor administrativo, para não prejudicar os alunos.

— Entendemos que nós não podemos prejudicar mais a vida dos alunos do que o governo e a reitoria já têm prejudicado. Então, nesse sentido, nós estamos ocupando o lugar onde o governo e a reitoria mandam informações — comentou.

Outro lado

Por telefone, a assessoria de imprensa da Uemg em Divinópolis informou que a ocupação é apenas do Movimento Estudantil e administrativa. As aulas na unidade continuam normalmente.

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